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Projeto de investigação

APROPRIAÇÃO SIMBÓLICA DO ESPAÇO NA CONSTRUÇÃO IMPERIAL ASSÍRIA SÉCULOS X-VII A.C.

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Ideia e presença: A imagem do rei na construção simbólica do espaço Imperial neo-assírio (sécs. X-VII A.C.)
Publication . Monte, Marcel Luís Paiva do; Caramelo, Francisco José Gomes
Durante o I milénio a.C., a Assíria construiu uma larga hegemonia sobre o Próximo Oriente. Os meios de que se serviu para impor o seu domínio sobre vastos e diversificados territórios não eram apenas de natureza político-militar, diplomática e administrativa. A comunicação e a propaganda eram também fundamentais para difundir a reputação do seu poder militar e a sua proclamada legitimidade divina, de acordo com valores de uma cultura política antiga na Mesopotâmia. Sendo a instituição régia a instância mais elevada de autoridade terrena, e o rei a sua face visível e personificação, a sua imagem era o elemento principal do discurso político, que se desdobrava em iconografia, em textos e em cerimónias onde aquele devia participar. Este trabalho pretende investigar outra faceta de representações como estas: a materialização da imagem do rei como instrumento simbólico de apropriação e organização do espaço imperial, nos seus centros e nas suas periferias. Pretende demonstrar que esta dimensão simbólica da realeza complementava, de vários modos, a conquista e a administração efectiva de territórios ou a gestão corrente da política e diplomacia. Seria através da capacidade performativa dos rituais, sobretudo os que utilizavam imagens, figuras e outros signos que se consideravam representar e substituir o rei, que a sua presença – e a do próprio poder – passavam a ser entendidos como reais e concretos. Assim, este trabalho estuda aspectos relevantes da ideologia real assíria, recorrendo, por um lado, à explanação de caracteres estruturantes da cultura mesopotâmica, reflectida em textos mitológicos, literários e inscrições reais; por outro, à análise de alguns géneros monumentais que veiculavam a imagem do soberano, como a estatuária, as estelas e os relevos rupestres. A iconografia, os contextos e os potenciais comunicativos de artefactos como estes eram alguns dos aspectos mais explícitos da materialização da presença do rei e do domínio assírio em espaços e em lugares diversificados.

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/66621/2009

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