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Entre tradição e criação
Publication . Nunes, Pedro; Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-MD - NOVA FCSH)
As pequenas estruturas de edição de música no contexto de reconfiguração da edição e distribuição de música no novo milénio têm sido um assunto recorrente na área dos estudos de música popular ao longo dos últimos vinte anos, recolhendo contributos de diversas disciplinas, da musicologia à sociologia, passando pelos estudos dos media e da comunicação, e.o. Contudo no universo particular da música popular de matriz rural, e no caso português em particular, nenhum estudo foi ainda realizado com o propósito de compreender os aspectos peculiares da edição de música e a forma como esta se desenvolveu tendo em conta os fenómenos amplamente estudados de digitalização e desintermediação bem como as próprias práticas e repertórios dos músicos dentro deste domínio. Neste artigo irei abordar a pequena edição no contexto específico da música popular de matriz rural em Portugal. O foco estará nas práticas e valores de edição que se desenvolvem neste universo particular, que podemos definir como um subcampo dentro do campo mais vasto de produção musical em Portugal. Através de uma abordagem que compreende uma amostra de pequenas editoras com recurso a entrevistas e a uma mesa redonda com editores e a análise de conteúdo de suportes vários, e num diálogo crítico com o trabalho de Bourdieu em torno do campo de produção cultural (1983), de Becker sobre mundos artísticos (1982) bem como trabalhos recentes em torno de modos do-it-yourself (DIY) de produção de música, irei focar-me em três dimensões de análise: linha editorial e respectivos valores na sua definição, formatos e distribuição, e modelos de negócio.
Nos interstícios do subcampo
Publication . Nunes, Pedro; Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-MD - NOVA FCSH)
Esta apresentação é resultado de uma investigação exploratória que realizo em torno das práticas e valores subjacentes à autoedição de música dentro do universo peculiar da música popular de matriz rural em Portugal. Dentro desse conjunto de valores e prática darei destaque ao que entendemos por colectivismo e empreendedorismo, na senda de outros estudos recentes sobre modos DIY de fazer música no século XXI. Tomarei como baliza temporal as duas últimas décadas em que a produção de música sofre o impacto dos fenómenos de digitalização e desintermediação. Utilizo como âncoras teóricas, as teses de Pierre Bourdieu e de Howard Becker sobre campos de produção cultural e mundos artísticos, respectivamente, bem como estudos recentes em torno das culturas musicais DIY (do-it-yourself). De um ponto de vista metodológico apoio-me em entrevistas semi-dirigidas a uma amostra de 22 músicos dedicados a esta área de produção musical. Procuro compreender o significado e o sentido das suas práticas em relação à edição e à sua articulação com outros papéis que desenvolvem na disseminação da sua actividade musical.
Das recolhas ao álbum como ‘cartão de visita"
Publication . Nunes, Pedro; Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-MD - NOVA FCSH)
Este artigo aborda as práticas e valores presentes na pequena edição de música em Portugal face aos novos contextos de digitalização e desintermediação na produção de música. O nosso foco incidirá sobre um subcampo restrito de produção musical em pequena escala: o da música popular de matriz rural. Consideraremos a este respeito a edição de música por pequenas editoras independentes e a autoedição por músicos que optam por modelos ditos do-it-yourself (DIY) de produção musical à margem do trabalho de intermediação levado a cabo por editoras e distribuidoras discográficas. A nossa análise será informada, em diálogo crítico constante e sustentado, pelas noções de campo de produção cultural proposta por Bourdieu (1983), de mundos artísticos de Becker (1974), bem como por estudos diversos e recentes em torno dos modos DIY de produção de música (Bennett 2018, Guerra 2018, Haenfler 2018, Haynes & Marshall 2018, Tarassi 2018, Threadgold 2018, Schmidt 2019, Jones 2021).
O Subcampo da Música Eletrónica de Dança em Portugal
Publication . Nunes, Pedro Belchior; Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-MD - NOVA FCSH); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
A denominada música eletrônica de dança pode ser caracterizada como um subcampo de produção musical compreendendo uma rede de agentes que inclui músicos (sobretudo DJs/produtores), editoras discográficas, discotecas e salas de espetáculos, lojas de discos especializadas, promotores e programadores de espetáculos e canais de mídia especializados (imprensa impressa e online e rádio). Tendo recolhido informações por meio de entrevistas semidirigidas com membros do staff e pela análise de sites oficiais na web e páginas bandcamp, comparo nesse artigo três editoras dedicadas à música eletrônica de dança (Príncipe, Groovement e Discotexas) tomando como dimensões de análise valores e princípios estéticos, suas políticas de distribuição e sua relação com outros mediadores, como certas associações culturais e espaços noturnos (discotecas e salas de espetáculos) e os meios de comunicação (imprensa e rádio). The so called electronic dance music could be described as an international subfield of music production comprising a network of agents which includes musicians (mostly DJs/producers), record labels, clubs and venues, record stores, booking agents and concerts programmers and specialized media (online and printed press and radio stations). Gathering information through interviews conducted with staff members and some analysis of websites and bandcamp pages I will compare three electronic dance music micro-labels in Portugal in relation to their aesthetic values and principles, distribution policies, and relationship to other music mediators such as cultural associations, venues and the media (press and radio).
Nos interstícios do subcampo
Publication . Nunes, Pedro; Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-MD - NOVA FCSH); Instituto Universitário de Lisboa, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia | Editora Mundos Sociais
Este artigo aborda as práticas e valores de um conjunto de músicos em autoedição, dentro do universo peculiar da música popular de matriz rural em Portugal, no contexto das duas últimas décadas em que a produção de música sofre o impacto dos fenómenos de digitalização e desintermediação. Tomando como âncoras teóricas as teses de Bourdieu e de Becker sobre campos de produção cultural e mundos artísticos, respectivamente, bem como estudos recentes em torno das culturas musicais DIY (do-it-yourself), caracterizadas pela adesão a um conjunto de práticas e valores autónomos em relação aos circuitos dominantes de produção de música, e recorrendo a entrevistas semi-dirigidas a uma amostra de músicos, procuramos compreender o significado e o sentido das suas práticas em relação à edição e à sua articulação com outras actividades que desenvolvem para a disseminação da sua produção musical. Concluímos que a adesão a modos DIY de produção e distribuição de música nestes músicos, embora seja evidente em muitos casos, não é total ou incondicional, seja pelas ligações mais institucionais dentro de um subcampo de produção de música popular, seja pelas vantagens que muitos ainda encontram em estabelecer parcerias com editoras e distribuidoras.

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Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

DL 57/2016

Número da atribuição

DL 57/2016/CP1453/CT0017

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