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Projeto de investigação

Sex-based differences in HIV-T cell interaction

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Sex-based differences in T cell response
Publication . Gonçalves, Juliana; Soares, Helena
RESUMO: A investigação é essencial para compreender o sistema imunitário e destrinçar os mecanismos de doença. No entanto, a maioria dos estudos realizados não consideram as diferenças sexuais como variável. No caso especifico das mulheres, estas desenvolvem uma resposta imunitária mais forte, o que contribui não só para a rápida eliminação de agentes patogénicos, mas também para um aumento da eficácia na vacinação. No entanto, esta resposta imune mais forte contribui também para o aumento da suscetibilidade a doenças inflamatórias crónicas. A pandemia de COVID-19 veio realçar a necessidade urgente de compreendermos os mecanismos moleculares que sustentam o dimorfismo sexual na resposta imunitária. Por um lado, pertencer ao sexo masculino é considerado um fator de risco de morte e hospitalização por COVID-19, por outro, as mulheres apresentam um risco mais elevado de desenvolvimento de doença prolongada. Apesar de todas estas diferenças na resposta imunitária à infeção por SARS-CoV-2, as mulheres, e em particular grávidas e lactantes, foram excluídas dos ensaios clínicos para a vacina da COVID-19. A gravidez é considerada um fator de risco para maior severidade de infeção por SARS-CoV-2. No entanto, é importante realçar que a proteção imunitária transferida no útero e também no leite materno é essencial para conferir proteção aos recém-nascidos, uma vez que estudos recentes demonstraram que no Brasil os recém-nascidos estão entre o grupo de crianças que, após infeção por SARS-CoV-2, apresenta mais sequelas. Neste último ano estudámos os efeitos da infeção por SARS-CoV-2 na gravidez e os efeitos da vacinação em lactantes. Demonstrámos que o rácio de transferência de IgG entre grávidas infetadas com SARS-CoV-2 e o feto é ineficiente. Em contraste, a vacinação com BNT162b2 de mulheres lactantes induz a transferência de anticorpos IgA e IgG específicos para a proteína spike para o leite materno. Funcionalmente, estes anticorpos não são neutralizantes. Além disso, mostrámos pela primeira vez que células T específicas para a proteína spike são transferidas através do leite materno para o bebé. Contudo, são necessários estudos futuros para determinar se os anticorpos e as células T específicas poderão mediar proteção no bebé. Nesta tese identificámos uma nova hormona imunomoduladora, o que realça a necessidade de explorar os mecanismos responsáveis pelo dimorfismo sexual na resposta imunitária. Adicionalmente, os nossos resultados em mulheres lactantes vacinadas para a COVID-19 e em mulheres grávidas infetadas com SARS-CoV-2 reforçam que é essencial preencher as lacunas no conhecimento das diferenças entre homens e mulheres, não apenas em relação a doenças, mas também em relação à resposta imunitária às vacinas e/ou infeções, e de que forma é que esta pode ser modulada pelas etapas da vida da mulher.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

Número da atribuição

PD/BD/128343/2017

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