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Título: HPV : devem os rapazes ser vacinados?
Autor: Coloma, Joana Isabel Ferreira
Orientador: Mateus, Maria do Céu Caixeiro
Palavras-chave: HPV
Cancro
Vacinação contra o HPV
Avaliação económica da vacina
Vacinação de rapazes
Cancer
HPV vaccination
Economic evaluation of the vaccine
Vaccination of boys
Data de Defesa: 2012
Editora: Universidade Nova de Lisboa. Escola Nacional de Saúde Pública
Resumo: RESUMO - A infecção por Vírus do Papiloma Humano (Human Papillomavirus - HPV) é uma das doenças de transmissão sexual mais frequentes em todo o mundo. A descoberta de que esta infecção é responsável pelo carcinoma do colo do útero impulsionou o desenvolvimento de vacinas contra o HPV. Em Portugal, a vacina tetravalente contra o HPV faz parte do Plano Nacional de Vacinação, sendo administrada apenas a raparigas aos 13 anos de idade como medida profiláctica do carcinoma do colo do útero. Nos Estados Unidos da América, em Dezembro de 2010, a Food and Drugs Administration (FDA) aprovou o uso da vacina tetravalente na prevenção de lesões pré-cancerígenas e cancerígenas do ânus, tanto em rapazes como em raparigas, dos 9 aos 26 anos. A 25 de Outubro de 2011, o Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) recomendou que todos os rapazes de 11 e 12 anos sejam vacinados contra o HPV com a vacina tetravalente. Partindo desta realidade, o que se pretende com o presente trabalho é compilar evidência científica suficiente que permita ponderar mais aprofundadamente acerca das implicações, a partir de dados epidemiológicos e económicos, de se vacinar ou não os rapazes contra o HPV em Portugal. Em primeiro lugar recolheu-se evidência científica acerca da relação entre a infecção por HPV e o desenvolvimento de carcinomas de diversas regiões anatómicas. Em segundo lugar compilaram-se dados epidemiológicos sobre a incidência e sobrevivência associada aos diferentes tipos de tumores potencialmente associados à infecção por HPV, dando especial ênfase à realidade portuguesa. Em terceiro lugar enquadrou-se sucintamente a história da vacinação contra o HPV em Portugal e as vacinas existentes para prevenir esta infecção. Em quarto lugar foram revistos estudos de avaliação económica da vacinação contra o HPV quer em mulheres quer em homens, após uma introdução ao conceito de avaliação económica do medicamento. Em quinto lugar, foi feita uma estimativa dos custos com a vacinação dos rapazes contra o HPV durante os próximos 20 anos. Por último, procurou-se reflectir acerca das implicações de se alargar ou não a vacinação contra o HPV aos rapazes em Portugal.
ABSTRACT - The infection with Human Papilloma Virus (HPV) is a sexually transmitted infection very frequent throughout the world. The discovery that this infection is responsible for cervical carcinoma spurred the development of vaccines against HPV. In Portugal, the quadrivalent vaccine against HPV is part of the National Vaccination Plan, and it is administered only to 13 years old girls as a prophylactic measure of cervical carcinoma. In the United States of America, in December 2010, the Food and Drug Administration (FDA) approved the use of the quadrivalent vaccine for the prevention of pre-cancerous and cancerous lesions of the anus in both boys and girls from 9 to 26 years. On October 25th 2011, the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) recommended that all boys 11 and 12 years old should be vaccinated against HPV with the quadrivalent vaccine. Given this context, what is intended with this study is to compile enough evidence that allows further consideration of the implications of whether or not to vaccinate boys against HPV in Portugal. Firstly, one collected scientific evidence about the relationship between HPV infection and the development of carcinomas of different anatomical regions. Secondly, epidemiological data on incidence and survival associated with different types of malignant tumors potentially associated with HPV infection was compiled, with special emphasis on the Portuguese reality. Thirdly, the history of HPV vaccination in Portugal and existing vaccines to prevent this infection were framed up succinctly. In fourth place, economic evaluation studies of HPV vaccination both in women as in men were reviewed, following an introduction to the subject of economic evaluation of pharmaceuticals. In fifth place, one estimated the costs of vaccinating boys against HPV over the next 20 years. Finally, one tried to reflect upon the implications of extending or not the HPV vaccination to boys in Portugal.
URI: http://hdl.handle.net/10362/9795
Aparece nas colecções:ENSP: PPS - Dissertações de Mestrado

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