ENSP - Dissertações de Mestrado em Saúde Pública
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- Costs of health-related behaviours: Healthcare resources’ utilization in Portuguese community-dwelling middle-aged and older adultsPublication . Almeida, Mafalda Fabrício de; Alves, Joana; Mendonça, NunoABSTRACT - Objective: Co-existence of unhealthy behaviours may increase healthcare use, but their associated costs, particularly among older individuals, are still unknown. This study aims to determine the costs of clustered health-related behaviours (HRB) to the Portuguese National Health Service (NHS). Methods: This study analysed 5969 participants aged 50 and over from the Epidemiology of Chronic Diseases Cohort – a nationwide, prospective population-based study conducted between 2011 and 2021. Five clusters of HRB - alcohol consumption, smoking habits, physical activity and diet - were derived with Two-Step Cluster at baseline. HRB, information on frequency, duration, and reasons for hospitalisations and medical consultations were self-reported. Healthcare costs were estimated by applying nationally legislated official tariffs, expressed in 2021 euros. Zero-inflated mixed-effects gamma models with a log link were applied adjusted for age, sex, education, NUTSII, body mass index and multimorbidity. Results: Clusters’ classification considered their main characteristics: “Healthy” (n=1202), “Healthy but Inactive” (n=1506), “Low Fruit and Vegetables” (n=1683), “Inactive Occasional Drinkers” (n=1035) and “Unhealthy but High Fruit and Vegetables” (n= 543). Compared to the “Healthy” cluster, with an average cost of 207€ (95%CI: 176.5– 243.1) per person-year, total costs were 43% (95%CI: 1.23–1.66) higher for “Unhealthy but High FV”; 32% (95%CI: 1.18–1.49) higher for “Healthy but Inactive”; 21% (95%CI: 1.08–1.35) higher for “Low FVeg”; and 16% (95%CI: 1.03–1.31) higher for “Inactive Occasionally Drinkers”. Conclusion: Clustered HRB were associated with significant costs to the Portuguese NHS showcasing the need to consider their co-occurrence in more comprehensive studies, policies and interventions.
- Desigualdades em saúde oral e no acesso a cuidados dentários em PortugalPublication . Costa, Ana Caroline Dolivo; Pereira, JoãoRESUMO - Introdução: A saúde oral, frequentemente negligenciada nas agendas de saúde pública, é um determinante essencial do bem-estar e da qualidade de vida. Em Portugal, persistem desigualdades que influenciam o acesso e os resultados em saúde oral, revelando um padrão fortemente marcado por fatores socioeconómicos. Este estudo teve como objetivo identificar e medir as desigualdades socioeconómicas em saúde oral na população residente em Portugal, avaliando disparidades nos resultados e no acesso/utilização a cuidados dentários. Métodos: Foi utilizada a mais recente base de microdados do Inquérito Nacional de Saúde (2019), referente a indivíduos com 15 ou mais anos. O Inquérito é uma amostra representativa da população civil não institucionalizada em Portugal, conduzido pelo Instituto Nacional de Estatística e integrado no European Health Interview Survey. Analisaram-se variáveis relacionadas com a saúde oral (autoapreciação do estado de saúde, dificuldades na mastigação e frequência de escovagem) e com o acesso a cuidados (consulta recente, motivo da consulta, necessidade de consulta não satisfeita por dificuldades financeiras e posse de seguro com cobertura dentária). O grau de escolaridade foi utilizado como indicador socioeconómico. Para quantificar as desigualdades, recorreu-se a curvas e índices de concentração, um método extensivamente documentado na literatura, mas ainda com aplicação limitada na área da saúde oral. Resultados: Os indivíduos com menor escolaridade reportaram piores níveis de saúde oral, maior frequência de dificuldades na mastigação e menor regularidade na escovagem dentária. Em termos de acesso, observaram-se desigualdades no recurso a consultas, no motivo da última consulta e na prevalência de necessidades não satisfeitas por motivos financeiros. A posse de seguro com cobertura dentária revelou igualmente um padrão socialmente desigual, mais frequente entre os indivíduos com maior escolaridade. Os índices de concentração confirmaram que melhores resultados em saúde oral e a utilização de cuidados se encontram desproporcionalmente concentrados nos grupos socioeconomicamente mais favorecidos. Conclusão: Os resultados confirmam a persistência de desigualdades sociais significativas em saúde oral em Portugal, que afetam simultaneamente os resultados em saúde e o acesso a cuidados. Estas evidências sublinham a necessidade de políticas públicas integradas, centradas na promoção da equidade, no reforço da prevenção e no alargamento da cobertura pública em saúde oral.
- Avaliação do impacto económico do ciberataque no SESARAM: Hospital Dr. Nélio MendonçaPublication . Portela, Diana; Magalhães, TeresaABSTRACT - In the past decade, the frequency and magnitude of cyberattacks in the healthcare sector have increased, ranging from network intrusions to ransomware incidents that encrypt files and restrict data access. Such attacks can severely compromise patient safety by targeting electronic health records, critical clinical information, and essential support systems, thereby delaying hospital activities such as surgeries and medication delivery. Beyond threatening lives, cyber incidents also have substantial financial consequences due to service disruptions. However, publicly available information that quantifies their economic impact remains scarce. This study aimed to (1) identify key dates and events associated with the 2023 cyberattack in the Autonomous Region of Madeira, Portugal, and (2) estimate its economic impact using Hospital Dr. Nélio Mendonça as a case study. Data were collected from national and local sources to reconstruct a timeline of events. Based on publicly available information on activity disruption and downtime, we estimated direct costs using the hospital’s contractual activity plan. A sensitivity analysis was performed to illustrate a potential range of outcomes under varying assumptions. Estimated financial losses ranged from a minimum of €113,011.88 to a maximum of €2,260,237.60, depending on the percentage of affected resources and the number of working days disrupted. These estimates accounted for outpatient consultations, hospitalizations, and ambulatory services over a maximum of five working days. Our findings highlight the importance of robust information to support decision-making in hospital cybersecurity. This study provides valuable preliminary insights into the costs and risks associated with cyber threats and underscores the need for effective preventive and reactive strategies, such as contingency planning and sustained investment, to enhance cyber-resilience in healthcare.
- Vacinação de Idosos em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas em Cascais: estamos a cumprir as recomendações?Publication . Quelhas, Carlos José Gomes Santos; Augusto, Gonçalo FigueiredoRESUMO - Introdução - A vacinação é um pilar fundamental da saúde pública, desempenhando um papel crucial na prevenção de doenças, especialmente entre a população idosa, que é particularmente suscetível a infecções. Em Portugal, as vacinas contra tétano e difteria (Td), influenza, COVID-19 e pneumocócica são recomendadas para adultos mais velhos. Contudo, a cobertura vacinal nesses grupos permanece insatisfatória. Este estudo tem como objetivo avaliar a cobertura das vacinas Td e pneumocócica entre residentes idosos em lares de Cascais, destacando as barreiras à conformidade com as diretrizes estabelecidas. Métodos - A pesquisa concentrou-se em 35 lares de idosos em Cascais, abrangendo 1.313 residentes. Foi realizada a verificação dos estados vacinais para as vacinas Td e pneumocócica. A coleta de dados incluiu contato com as instituições para aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação e para obter listas atualizadas de residentes. Resultados - Os resultados indicaram que 50,1% dos residentes não estavam com a vacinação Td em dia, enquanto apenas 18,4% haviam recebido pelo menos uma dose da vacina pneumocócica. Após uma campanha direcionada, a cobertura para Td aumentou significativamente de 49,9% para 93,8%. A campanha de vacinação pneumocócica ainda não foi implementada, visando assegurar a sua disponibilização gratuita. Discussão - Os achados levantam preocupações sobre a situação vacinal dos idosos em lares, especialmente em relação às vacinas Td e pneumocócica. A verificação sistemática do estado vacinal e a realização de campanhas específicas são essenciais para melhorar a cobertura e proteger essa população vulnerável. Além disso, é crucial abordar as barreiras econômicas e promover a conscientização entre os profissionais de saúde para aumentar as taxas de vacinação entre os idosos.
- Desempenho ocupacional e percepção de saúde e bem estar : estudo dos utentes de Centros de Dia do Concelho de SintraPublication . Gonçalves, Sílvia Maria Martins; Sennfelt, JoãoRESUMO - O estado funcional do idoso tem surgido, na literatura, fortemente associado à percepção pessoal de saúde e bem estar. No presente estudo operacionalizámos o estado funcional através do conceito desempenho ocupacional e procurámos estudar o efeito conjunto das variáveis desempenho ocupacional e percepção pessoal do estado de saúde e bem estar numa amostra aleatória estratificada de 175 utentes de centros de dia do Concelho de Sintra, a residirem na comunidade e com idades entre 65 e 79 anos. Estudámos ainda o efeito de mais algumas variáveis independentes (sexo, idade, estado civil, agregado familiar, situação na família, patologias crónica, consumo de serviços médicos e perda de pessoa próxima) na percepção de saúde e bem estar. Foram também analisadas algumas propriedades metrológicas dos instrumentos usados na recolha de dados (Questionário do Estado de Saúde MOS SF-36 e do Questionário de Desempenho Ocupacional Canadian Occupationat Performance Measure). Verificámos com preocupação que apenas 5% dos idosos avaliam a sua saúde como muito boa ou óptima e que cerca de 60% referem a existência de problemas de desempenho ocupacional. Os resultados apontam para uma associação do desempenho ocupacional com a percepção pessoal de saúde e bem estar, existindo um efeito preditivo da variável desempenho ocupacional em todas as subescalas do SF-36. Verificámos, ainda, algumas diferenças nas diversas subescalas do SF-36 consoante os problemas de desempenho ocupacional se situavam na área de actividades da vida diária, de actividades produtivas ou de actividades de lazer. As variáveis sexo, estatuto sócio-económico, situação na família, patologias crónicas e perda recente de pessoa próxima demonstraram também um efeito preditivo em algumas das subescalas do SF-36.
- Alcohol consumption and burden in 32 European countries: time to rethink public health policies?Publication . Magalhães, Margarida Amorim de; Augusto, Gonçalo FigueiredoABSTRACT -. Background: Alcohol use is a leading cause of death and disability worldwide with significant economic and social repercussions. Alcohol control polices have demonstrated effectiveness in mitigating its negative impacts. Methods: We conducted an ecologic study aimed at describing trends in alcohol consumption and the burden of disease in 32 selected European countries for the years 2005 and 2019. A multiple linear regression analysis was performed to examine the relationship between alcohol per capita consumption and gross domestic product per capita based on purchasing power parity with the number of deaths and DALYs from high alcohol use. Results: Alcohol consumption at the country level was far above the global average, except from Türkiye. Despite an overall decreasing trend in alcohol consumption, five countries experienced an increase in per capita consumption in 2019 compared to 2005. Additionally, wide gender discrepancies in levels and patterns of consumption were observed. The burden of alcohol remains substantial in many of these countries, particularly in Eastern Europe, and it is strongly correlated with levels of per capita alcohol consumption. Conclusions: Despite differences among countries and gender, levels of alcohol consumption remain overall high in European countries. The strong relationship between alcohol per capita consumption and the number of deaths and DALYs from high alcohol use demands efforts to reduce alcohol consumption to mitigate its negative consequences and to achieve the 2030 Global Agenda.
- Análise da Experiência Obstétrica em Portugal: Desafios e Transformações na última década (2013-2023)Publication . Aguiar, Beatriz Isabel Bernardo Vicente de; Faria, Paula Lobato de; Morais, Lígia Antunes dos Santos Pereira Esgalhado Pimenta Lima deRESUMO - A gravidez é uma jornada intensa e complexa, com transformações físicas, emocionais e psicológicas significativas na vida da mulher. Em Portugal, muitas mulheres enfrentam o alarmante fenómeno da violência obstétrica, que ameaça a sua saúde física, os seus direitos humanos e a dignidade em contexto hospitalar. Este estudo, de natureza mista (quantitativo e qualitativo), surge como resposta a esta preocupação crescente, em associação com o Observatório de Violência Obstétrica de Portugal (OVOPT). O objetivo principal é compreender as dinâmicas presentes nos cuidados de saúde materno-infantis e as suas repercussões nas experiências de parto, investigando a evolução desses cuidados ao longo da última década (2013-2023). A pesquisa baseou-se num inquérito adaptado, que recolheu 1717 respostas de mulheres com idades entre os 18 e os 55 anos, que foram mães neste período. A análise de dados incluiu métodos estatísticos descritivos e análise de conteúdo, procurando aumentar a consciencialização pública sobre a violência obstétrica. Adicionalmente, pretende-se promover uma assistência obstétrica ética e centrada na utente, que respeite os direitos e vontades das mulheres. Este estudo destaca a importância da inclusão de todas as vozes na discussão sobre saúde materno-infantil, assegurando que as experiências e preocupações sejam devidamente consideradas. A prevenção da violência obstétrica e a promoção de cuidados respeitosos e informados são prioridades que devem ser incluídas na formação e práticas dos profissionais de saúde. O estudo respeita os princípios éticos, incluindo o consentimento informado e a proteção dos direitos e privacidade das participantes.
- Demographic, Clinical, and Epidemiological Characteristics of Patients Admitted to Intensive Care Units at Local Health Unit São José in the Pre-, During, and Post-COVID-19 PeriodsPublication . Duarte, Cristiana Morais; Fronteira, Inês; Bento, LuísABSTRACT - Introduction: The Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) pandemic profoundly impacted healthcare systems worldwide. Intensive care units (ICUs) became overwhelmed due to the high demand for organ support techniques and prolonged hospitalization times. Structural changes with social and economic repercussions affected both the population's health and the functioning of ICUs. Objective: To compare the sociodemographic, clinical, and epidemiological characteristics of patients over 18 years old in the ICUs of Local Health Unit (LHU) São José during the pre-, during, and post-COVID-19 periods. Methods: We conducted a retrospective cohort study analyzing 17 719 hospitalizations, comparing sociodemographic, clinical, and epidemiological characteristics between the pre-COVID-19, COVID-19, and post-COVID-19 groups. We applied chi-square and Student's t-tests to analyze differences between groups. Additionally, a Poisson regression model was used to assess the risk of death across periods, adjusting for sex, age, and nationality. Results: Admissions from Portuguese-Speaking African Countries (PSAC) and Brazil increased significantly during and after the pandemic (p<0,001). ICU admissions from other National Health Service (NHS) hospitals rose significantly during the COVID-19 period (11,1% vs. 7,7%, p<0,001), a trend that persisted post-COVID-19. There was an increase in patient transfers to other hospitals during (5,0%) and post-COVID-19 (8,3%) compared to pre-COVID-19 (2,4%) (p<0,001). Post-discharge follow-up changed significantly, with a reduction in outpatient consultations (pre-COVID-19: 66,3% vs. during COVID-19: 57,3%; p<0.001) and an increase in direct discharges home. Mortality rates increased from 18,9% (pre-COVID-19) to 21.9% (during COVID-10) and remained high post-COVID-19 (20,9%). ICU length of stay significantly increased during COVID-19 (6,3 vs. 5,8 days, p<0,01) but normalized post-pandemic. The Poisson regression model indicated a higher risk of death during COVID-19 (RR=1.16, 95% CI: 1.08–1.24; p<0.001) and post-COVID-19 (RR=1,11, 95% CI: 1,02–1,19; p=0,01). Older age, male sex, and foreign nationality were associated with higher mortality. Conclusion: The COVID-19 pandemic led to significant changes in hospital admissions, patient demographics, patient origin, discharge destination, and mortality patterns. The findings highlight the long-term impacts of the pandemic on hospital outcomes, emphasizing the need for continued monitoring and resource allocation to address post-pandemic healthcare challenges.
- O gradiente social no diferencial de fecundidade em Portugal : uma comparação entre mulheres nativas e não nativasPublication . Freitas, Daniela Filipa Parrinha; Augusto, Gonçalo Figueiredo; São João, Ricardo Miguel Vieira deRESUMO - Introdução: Apesar do crescente conhecimento sobre desigualdades sociais na saúde, o efeito da posição socioeconómica na saúde reprodutiva em Portugal é pouco explorado. Este estudo investiga o gradiente social na fecundidade, analisando como a posição socioeconómica pode influenciar o diferencial de fecundidade entre nativas e não nativas. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal com dados do Inquérito à Fecundidade 2019, envolvendo 4493 mulheres (3982 nativas; 511 não nativas). Utilizando estatística descritiva, estimou-se e comparou-se o diferencial médio de fecundidade por grupo etário, escolaridade, rendimento, situação laboral, classe social e região de residência. Através da análise inferencial, com testes de hipótese, medidas de associação e Regressão Logística Multinomial, aferiu-se o efeito das variáveis nesse diferencial. Resultados: O diferencial foi negativo, principalmente entre mulheres mais velhas, com educação superior, nativas com rendimentos intermédios e não nativas com rendimentos altos. Na modelação, nativas apresentaram expectativas mais alinhadas com o desejado; mulheres com baixa escolaridade, maior possibilidade de ter mais filhos; e aquelas com rendimento médio-baixo, menor possibilidade de exceder esse número. Residir na AML e no Norte aumentou a possibilidade de fecundidade abaixo do desejado relativamente ao Sul, enquanto não nativas residentes há 11-15 anos apresentaram mais do dobro das possibilidades de ter menos filhos comparadas às que chegaram depois. A classe social não foi significativa. Conclusões: Há indícios de um gradiente social na fecundidade em Portugal. A educação é um fator mais consistente nos desafios reprodutivos e o rendimento revela-se mais complexo. Para reduzir as desigualdades, são necessárias políticas integradas promotoras da saúde e dos direitos reprodutivos.
- Access to HIV pre-exposure prophylaxis (PrEP) in EU/EEA countries: an analysis using the Levesque’s Framework of Access to HealthcarePublication . Sousa, Luís Miguel Serra de; Augusto, Gonçalo FigueiredoABSTRACT - Background: Despite its effectiveness in preventing HIV, PrEP access and scale-up remain limited across the EU/EEA, limiting progress toward ending the HIV epidemic by 2030. Objectives: This study analyzes PrEP access across EU/EEA countries using Levesque’s Framework of Access to Healthcare, identifying key differences in national guidelines, delivery models, and barriers to equitable implementation. Methodology: We conducted a cross-country comparative policy analysis to assess PrEP accessibility and delivery models in the EU/EEA. Publicly available national PrEP guidelines were identified through government and key organizational sources (up to December 2024). When unavailable, national informants were contacted for documentation or verification. Data on target populations, operational criteria, and procedural details were systematically extracted into standardized tables for cross-country comparison. To contextualize delivery, technical reports and healthcare provider publications were manually retrieved, with findings structured using Levesque’s Framework of Access to Healthcare across five dimensions. Results: PrEP eligibility guidelines in 19 EU/EEA countries were analyzed. Most prioritized men who have sex with men, serodiscordant couples, sex workers, people who inject drugs, and transgender individuals, while cisgender men and women, pregnant women, incarcerated individuals, and migrants were largely excluded. Using the Levesque’s conceptual framework, we identified key gaps in the 25 EU/EEA countries where PrEP is available, including limited awareness, societal barriers to acceptability, prescribing and dispensing inconsistencies affecting availability, affordability shifts due to reimbursement changes, and regional disparities in appropriateness. Conclusion: Achieving equitable PrEP access and advancing global HIV prevention goals require EU/EEA countries to adopt integrated, patient-centered approaches and expand access to all at-risk populations.
