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Orientador(es)
Resumo(s)
Em 1953, no contexto da Guerra Fria, Hannah Arendt escrevia «o nosso mundo é
um mundo secular» e diagnosticava que a secularidade havia provocado uma moderna
tensão entre a política e a religião. O conflito, para a autora, radicava nos sentidos
político e espiritual da secularidade, diferentes entre si. Politicamente, o processo da
secularidade significaria que os credos e as instituições religiosas não têm qualquer
autoridade pública vinculativa, donde a vida política não é religiosamente sancionada.
Espiritualmente, a secularidade teria provocado o surgimento de um principal interesse
no interior do cristianismo: o de proteger a sua liberdade, no quadro de um governo
secular, sabendo que outras liberdades são permitidas pelo poder. Neste quadro,
contudo, ainda segundo Arendt, num momento histórico preciso, a religião fora
reconduzida ao domínio dos assuntos políticos e públicos, do qual fora banida desde a
separação da Igreja do Estado. Esse regresso acontecera a propósito da luta travada
entre o mundo livre e o mundo totalitário
Descrição
Tese de Doutoramento em História Contemporânea
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
