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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Para a formatura de um grupo de militares activos de um componente
da Nobreza, em primeiro lugar, teria de contar-se com os seus próprios
homens em idade de poderem combater. Os catorze anos eram considerados
ainda impróprios para se ser soldado, dada a fragilidade, a pouca força física
e a ausência da destreza que um treino, para o efeito, exigiria. Pelo menos
seis a sete anos de exercícios quase contínuos. A maioridade atingia-se, para
este efeito, um pouco mais tarde. Pessoalmente, cremos que o facto dependeria
do interesse, da urgência e da grandiosidade da expedição que levariam a
um maior número de elementos, baixando, então, o nível etário de um varão
para ter como obrigações mais esta de se achar apto para a guerra caso fosse
convocado.
Cada qual organizaria os seus alardos de acordo com o número de soldados
que ia mandando buscar às suas terras, dispensados da agricultura e
das indústrias, uns como peões, espingardeiros ou lanceiros, outros como
besteiros, aos quais seria exigida uma maior força braçal, para poderem
manejar a arma que não era qualquer um que o pudesse fazer. Abriam-se,
então, as portas dos armazéns da pólvora, das armas, das cordas, das escadas
e do fardamento; e, nas taracenas, preparavam-se para os navios, as velas, o
cordame e as âncoras, caso fossem necessários.
