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A emergĂȘncia do Ambiente e dos profissionais de ambiente na polĂ­tica portuguesa

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A emergĂȘncia das modernas preocupaçÔes ambientais remonta ao sĂ©culo XIX, com raĂ­zes diversificadas, incluindo a saĂșde pĂșblica e a conservação e gestĂŁo de recursos naturais. Em Portugal, o movimento ambiental inicia-se com a Liga para a Protecção da Natureza, em 1948, numa perspectiva essencialmente cientĂ­fica e acadĂ©mica. Perante um cenĂĄrio internacional de emergĂȘncia ambiental, Ă© criada a ComissĂŁo Nacional de Ambiente que, com fundamento na investigação cientĂ­fica, prepara a participação de Portugal na ConferĂȘncia da ONU sobre o Ambiente Humano, em 1972. Desde entĂŁo, a importĂąncia do conhecimento tĂ©cnico nas polĂ­ticas de ambiente tem vindo a aumentar, quer pela crescente gravidade dos desafios ambientais, quer pela necessidade de integrar conhecimentos interdisciplinares e mĂșltiplos interesses sociais, de forma a construir soluçÔes inovadoras e eficazes. O presente trabalho tem como objectivo investigar a forma como o Ambiente Ă© abordado na polĂ­tica portuguesa, em especial o papel dos profissionais de ambiente nos partidos polĂ­ticos. Pretende-se conhecer melhor o funcionamento do Parlamento e dos partidos que aĂ­ trabalham em matĂ©ria de polĂ­ticas de ambiente, e destacar a importĂąncia do profissional de ambiente na formulação das polĂ­ticas nesse contexto. A metodologia utlizada baseou-se na realização de inquĂ©ritos a uma amostra de 34 actores-chave da polĂ­tica de ambiente nos domĂ­nios polĂ­tico, tĂ©cnico, associativo e comunicação social, cruzada com revisĂŁo de literatura. Constata-se um hiato entre a manifestação de preocupaçÔes ambientais e a sua prĂĄtica. Os partidos afirmam valorizar a presença de profissionais de ambiente, mas nem todos os empregam como assessores. A informação tĂ©cnico-cientĂ­fica Ă© universalmente considerada como essencial. Por outro lado, muitos inquiridos referem que frequentemente tal informação Ă© insuficiente ou as decisĂ”es sĂŁo tomadas por imposição de outros interesses. Os pontos de vista dos inquiridos em matĂ©ria de ambiente sĂŁo guiados principalmente pela prĂłpria experiĂȘncia, e nĂŁo tanto pelo cargo ou ĂĄrea de formação profissional. Embora Portugal tenha sido inovador na criação da Lei de Bases do Ambiente em 1987, foi devido Ă s polĂ­ticas europeias que desenvolveu grande parte da legislação ambiental. Hoje, Portugal enfrenta grandes desafios ambientais, tendo sido os mais citados pelos inquiridos as alteraçÔes climĂĄticas, combate ao consumismo e desperdĂ­cio, uso eficiente da ĂĄgua, economia circular, ordenamento do territĂłrio e educação para o Ambiente.

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Ambiente profissional de ambiente suporte técnico política partidos políticos Parlamento

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