| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 12.59 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nos dias de hoje, devido não só às alterações climáticas com que o mundo se depara, mas, sobre-
tudo, às mudanças comportamentais da população, favorecendo uma maior e inadequada exposi-
ção à radiação solar, tem-se verificado um aumento progressivo da incidência do cancro da pele.
Por conseguinte, tendo em conta a complexidade da natureza do cancro, torna-se difícil encontrar
formas de tratamento eficazes na remoção do tecido tumoral sem causar, simultaneamente, danos ao tecido não-cancerígeno circundante. Assim, o presente trabalho pretendeu estudar a potencialidade da utilização do plasma frio no tratamento do cancro da pele. Para tal, desenvolveu-se uma fonte de alta tensão e um dispositivo de jato de plasma, tendo sido testadas para o efeito, diferentes configurações ao nível do disposi-
tivo.
Considerando que o objetivo foi avaliar o potencial do plasma frio para o tratamento do cancro
da pele, os ensaios celulares foram realizados para duas linhagens celulares humanas – Carcinoma de Células Escamosas e Fibroblastos Gengivais Humanos – uma cancerígena e outra não-cancerígena, respetivamente.
Durante os ensaios celulares, realizados de forma indireta, foram estudadas diferentes variáveis (número de células a utilizar, volumes de meio de cultura a utilizar e tempos de exposição), cujas
influências foram avaliadas através do teste de redução da resazurina.
Os resultados obtidos demostraram a complexidade do plasma frio uma vez que, alterações ao
nível das variáveis testadas, originam diferenças estatisticamente significativas na viabilidade ce-
lular relativa. Por fim, estipuladas as condições de trabalho – 3 500 células por poço, 2 mL e 100
μL de meio a tratar e tratado, respetivamente - foi possível comprovar a seletividade para as cé-
lulas cancerígenas, tendo sido obtidas, para os 3 e 4,5 minutos de tratamento, viabilidades relati-
vas de, aproximadamente, 50% e 30%, para a linhagem cancerígena, enquanto que para a linha-
gem não cancerígena observou-se uma viabilidade de cerca 90 %, para ambos os tempos.
Descrição
Palavras-chave
cancro da pele plasma frio carcinoma de células escamosas fibroblastos gengivais humanos ensaios celulares seletividade
