Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Pelo facto de o continente africano se encontrar numa fase de mudança
e de revisão política, ao mesmo tempo que a Europa repensa as
suas culturas e fronteiras econômicas, vivemos um momento privilegiado
para discutirmos a criação literária, a sua relação com a crítica, o
ensino da literatura e o lugar da história literária neste contexto.
Aparentemente, a actividade literária mais recente na África lusófona
não revela ansiedade em relação a processos de mudança. Tem, de
facto, pautado a sua progressão por meio de uma revisão de paradigmas
que incorporam moderadamente as tradições literárias (africana e
ocidental) para que remetem.
Tal evolução vem-se apresentando de diversos modos: ou pela
recuperação de gêneros literários menos usados (sob formas híbridas,
nomeadamente), como a crônica, a prosa memorial, a narrativa de inspiração
histórica; ou pela ampliação das virtualidades lingüísticas do
Portiiguês, na sua associação às línguas africanas ou a sistemas marcados
lexical e semanticamente pelos mundos africanos.
Descrição
pp. 345-352
