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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O tema da Nação, em Portugal, está viciado por um século de leituras
a preto e branco, em que nação funcionou como o pólo catártico de
exaltações altemadamente positivas e negativas, conotadas ora com a
direita ora com a esquerda. Foi em 1890, com a crise provocada pelo
ultimato inglês a Portugal acerca da definição do mapa cor-de-rosa,
que atribuía a Portugal territórios reivindicados pelo império inglês,
que a nação surge, personificada na Pátria, como a bandeira dos
republicanos, tomando-se o motor de um movimento revolucionário
que terminará com o regicídio de 1908 e o dermbe da monarquia em
1910. Dois homens contribuem para formar essa imagem dupla, a
nação-pátria, o conceito abstracto e a entidade física: Oliveira Martins
e Guerra Junqueiro. Martins opõe a nação e o interesse nacional à
dinastia dos Braganças, reinante desde a Restauração da independência,
em 1640; Junqueiro, nos seus poemas «Finis Patriae» e «Pátria» dá
forma épica a essa visão do historiador, deformada pelas lentes do
positivismo, ao apresentar a Pátria como uma figura agonizante que só
a «Mocidade das escolas» poderá redimir, lutando contra a inércia do
povo e a indiferença do Rei.
Descrição
pp. 323-333
