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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na Filosofia, talvez mais do que em qualquer oufra actividade do
espírito, encontiamos o desejo de ligar aquilo que à primeira vista está
afastado, desconexo e sem mediações visíveis. Ligar coisas, idéias, conceitos
pertencentes a domínios muitas vezes opostos é, na verdade, próprio da
Filosofia, mas o movimento oposto não o é menos: também o gosto da
separação a necessidade de distinguir o que tantas vezes se nos apresenta
confuso, equívoco ou evidentemente relacionado é um ponto de vista
inalienável na filosofia.
Ora acontece que um dos casos mais interessantes deste simultâneo
e aparentemente contraditório interesse pela síntese e pela análise, pela
ligação e pela separação é o da relação entre os conceitos de bem e de belo.
Desde logo, o problema, considerado de um ponto de vista filosófico
pode formular-se assim: é desejável estabelecer uma conexão clara,
fundamentada entre estes dois valores, sem os quais não existiria uma
civilização verdadeiramente humana. Aliás basta pensar que é difícil senão
mesmo impossível, imaginar uma cultura sem que ambos, o bem e o belo,
sejam instituídos (independentemente das formas particulares que
assumirem historicamente) como valores fundamentais. No entanto é de
suspeitar que a relação de que estamos a falar seja mais obscura, mais
ambígua e difícil de definir do que à primeira vista seria de supor.
Descrição
pp. 167-176
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
