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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na constituição de uma lingüística do discurso, em que
se concretiza a lingüística da parole prevista por Saussure
nos seus cursos de Genève, surge um novo campo de grande
fecundidade com a introdução da teoria da enunciação.
A consideração dos parâmetros definidores da situação
de enunciação vai permitir ultrapassar os limites da lingüística
da língua que, fechada sobre o signo, avessa por preocupação
metodológica a todo o elemento exterior ao sistema, bloqueava
qualquer tentativa de construção duma teoria do discurso.
Mas este ir além dos limites da língua não implica abandono
do rigor científico que acompanhou a ruptura epístemológica
saussuriana e guindou os estudos da linguagem ao
lugar de ciência de pleno direito. Não há, como receia KUENTZ
(1972), recuperação de um sujeito privilegiado por uma análise
intuitiva e impressionista. A teoria da enunciação tem como
objecto, não a parole saussuriana definida como «acto individual
de vontade e inteligência» (CLG, p. 30) mas o conjunto
das regras da enunciação, tão sociais na sua essência e independentes
do indivíduo (CLG, p. 37), tão «produto de forças
sociais» (CLG, p. 108), como a instituição social que ê a
langue saussuriana e, como ela, existindo «em virtude de uma
espécie de contrato passado entre os membros da comunidade
» (CLG, p. 31).
Descrição
Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, N.1(1980)
Palavras-chave
Ricardo Reis
Contexto Educativo
Citação
pp. 125-135
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
