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Orientador(es)
Resumo(s)
A escolha e a delimitação do objecto de estudo que nos propomos têm
duas motivações fundamentais. Em primeiro lugar o interesse pela temática
tratada, nas suas diversas vertentes e, em segundo lugar, a vontade de
continuar e aprofundar uma pesquisa já realizada, no âmbito da nossa
dissertação de mestrado, que tratava da Arquitectura de Veraneio – Os
“Estoris” (1880/1930), apresentada em 1989. O gosto particular que este
trabalho nos proporcionou e o desejo de alargar, quer geográfica quer
cronologicamente a investigação então feita, justificam os parâmetros que
agora se escolhem.
As modas terapêuticas e os ritos sociais determinaram um dos
fenómenos mais característicos da época contemporânea – a vilegiatura
balnear marítima. Seguindo as prescrições médicas, anunciadas pela
primeira vez em Inglaterra nos meados do século XVIII, uma elite culta e
viajada vai, por toda a Europa, dar início a um hábito social que terá as mais
importantes consequências ao longo dos últimos duzentos anos. Instalandose,
inicialmente, para as suas “curas” de banhos de mar, em sítios já há
muito habitados, mas com condições excepcionais, ao longo dos séculos
XIX e XX vamos assistir à colonização de pedaços de costa desertos bem
como, à transformação profunda de alguns locais já frequentados e que
haviam sido eleitos predilectos pelas escolhas dos monarcas ou grandes
aristocratas. Casos exemplares são Brighton com as visitas do príncipe
regente, Cascais com as estadias de D. Luís I ou de Dieppe pela presença de
Madame de Berry.
Descrição
Palavras-chave
Arquitectura História da arte Sociedade portuguesa Estâncias balneares Urbanismo Architecture History of art Portuguese society Urbanism
