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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Há
quatro
anos
conheci
um
homem
chamado
Eduardo
Palaio.
Conversei
com
ele
durante
largos
minutos
no
seu
recém-‐inaugurado
Espaço
Memória
-‐
Tipografia
Popular
(Seixal),
um
museu
municipal
dedicado
à
prática
tipográfica
e
arquitetado,
justamente,
a
partir
do
atelier
de
tipografia
–
Tipografia
Popular
A.
Palaio
–
onde,
de
1955
a
2006,
a
sua
família
exerceu
o
ofício.
Logo
aí,
nesse
dia,
depois
de
ouvir
as
palavras
cultas
e
emocionadas
de
Eduardo
sobre
a
história
da
tipografia,
a
história
da
sua
família
de
tipógrafos
e
a
sua
própria
história,
senti
que
aquele
mundo
fascinante
e
aquele
homem
fascinado
deveriam
ser
retratados
nalgum
tipo
de
trabalho.
Durante
algum
tempo
–
mais
afincadamente
nos
dois
últimos
anos
–
fui
refletindo
sobre
muitas
e
interessantes
possibilidades
de
poder
trabalhar
o
tema.
A
dificuldade
maior
que
encontrei
foi,
precisamente,
a
de
querer
abranger
todas
elas.
Considerando,
desde
logo
e
por
si
só,
intocável
a
figura
de
Eduardo
Palaio,
outros
aspectos
me
chamaram
a
atenção,
e
todos
eles
–
apesar
de
terem
que
ver
com
o
mesmo
–
me
apontavam
para
questões
e
posicionamentos
diferentes.
Dentro
dessa
riqueza,
sem
saber
exatamente
o
que
privilegiar,
fui-‐me
fazendo
sempre
uma
pergunta
–
o
que
quero
dizer
com
este
trabalho?
A
importância
da
repetição
desta
pergunta
foi,
para
mim,
fulcral
no
arranque
deste
projeto,
na
medida
em
que
me
permitiu
refletir
sobre
as
potencialidades
e
fragilidades
do
meu
objeto
e,
simultaneamente,
sobre
a
posição
que
queria
assumir
enquanto
investigador,
autor
e
pessoa
responsável
por
uma
obra
cuja
matéria
prima
é,
indelevelmente,
a
vida
de uma
pessoa.
Neste
seguimento,
tentei
fazer
o
enfoque
naquilo
que
para
mim
era
mais
genuíno,
rico,
claro,
emocionante
e
agregador
e
percebi
que
este
meu
trabalho
de
projeto
teria
que
obrigatoriamente
ser
sobre
a
própria
vida
de
Eduardo
Palaio,
contada
na
primeira
pessoa,
à
frente
de
um
pano
de
fundo
que
é
a
oficina
onde
ele
e
a
sua
família,
durante
muitos
anos,
trabalharam,
e
com
recurso
a
histórias
e
a
práticas
que
ele
próprio
ainda
transporta
e
exerce
(com
recurso
à
ferramenta
conceptual
das
histórias
de
vida).
Na
verdade,
a
razão
pela
qual
me
interessei
por
este
tema
foi
justamente
a
forma
apaixonada
e
profundamente
conhecedora
como
Eduardo
falou
naquele
dia
sobre
a
história
e
a
influência
dos
tipos
impressos,
no
mundo
e
na
sua
vida.
Descrição
Palavras-chave
História Tipografia History Typography
