| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 795.44 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O herbicida bentazona (2,2-dióxido de 3-isopropil (1H) -benzo-2,1,3-triadiazin-4-
ona) é um herbicida pós emergente selectivo, com uso recomendado para a cultura
do arroz. Apresenta baixa persistência no solo, onde é adsorvido pelos colóides
minerais e orgânicos, e um tempo de meia vida inferior a 2 semanas, associado a
um elevado potencial de lixiviação e contaminação de águas subterrâneas. Nos
estudos efectuados até ao momento, a bentazona não é degradada pelos
microrganismos, o que levou à necessidade de procurar outras técnicas de remoção
do pesticida. Foi estudada uma técnica inovadora, a electro-remediação, que
consiste na aplicação de uma corrente contínua de baixa intensidade à matriz
contaminada, funcionando o campo eléctrico formado como “agente de limpeza”.
Este campo arrasta os contaminantes pela matriz, por acção de processos de
transporte, nomeadamente, electromigração, electroosmose e electroforese. Foram
realizados quatro ensaios, num solo colhido num arrozal, onde se procedeu à
contaminação forçada do solo com uma solução de bentazona, submetendo-o à
acção dum campo eléctrico durante vários dias. Os teores de bentazona no solo,
após extracção com solvente por sonicação, e nas soluções de anólito e católito,
após extracção por fase sólida, foram determinados por cromatografia líquida de
alta eficiência. Concluiu-se que a bentazona é mobilizada no solo pela acção do
campo eléctrico e esta remoção é dependente do pH.
Descrição
Palavras-chave
Engenharia do ambiente Pesticidas Herbicidas Solos contaminados - Recuperação Electro-remediação
