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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O tema “Memória, Identidade e História, estudo sobre as sociedades Lunda e
Cokwe”, surgiu como resultado de um tempo de trabalho, com a obra monumental de
Henrique Dias de Carvalho, viajante português que, no século XIX, empreendeu uma
viagem de exploração pelo interior de Angola, destinada ao estabelecimento e
assinatura de protocolos com os povos de Malanje à Lunda e que se realizou entre
1884 e 1887. Uma primeira abordagem dos textos deste viajante português dentro dos
princípios da teoria do texto, em busca da sua literariedade, da qual resultou uma
dissertação de mestrado, obrigou a deixar de lado um repositório de informações
sobre a história de sociedades referidas. Assim procurou-se, agora, estudar as
sociedades lunda e cokwe (quioca na etnografia colonial), seus desenvolvimentos
internos e suas reacções ao modelo de exploração mineiro em marcha desde 1907.
Uma grande parte do esforço foi mobilizado em torno da investigação dos fenómenos
culturais do fazer e refazer de identidades para permitir a compreensão das diferenças
sociais, políticas, económicas e outras assumidas por estes povos e sobre eles
projectada, durante um período histórico que se alarga ao século XIX e se fixa com
mais detalhe nas primeiras décadas do século XX., com a descoberta dos primeiros
diamantes e a modificação profunda dos vários actores das sociedades em presença,
facto que se apresenta consolidado na década de quarenta do século XIX. Procurou-se
seguir e dar conta das diferentes manifestações que assumiram estas sociedades
enquanto entidades autónomas e suas originalidades na produção do político, do
económico e social. O trabalho segue as transformações do antigo Império Lunda,
designação que a historiografia consagra e discute) importante para a compreensão da
maioria das sociedades históricas da África Central antes e depois da colonização.
Três impérios coloniais traçaram fronteiras, modos de exploração e assimilação sobre
sociedades que se reclamam de uma origem mítica comum. Reconhece-se que a
produção do conhecimento se faz do cruzamento de múltiplas fontes e por isso se fez
recurso da história oral na busca dos traços mais importantes do passado distante e da
relação que cada indivíduo estabelece com a ideia de império, fronteira, poder colonial. Socorremo-nos do suporte teórico de várias disciplinas para percorrer o
caminho da história, da memória e das formulações identitárias que constituem
suporte e referência para a maioria dos entrevistados.
Descrição
Palavras-chave
Lunda Angola
