| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 192.68 MB | Adobe PDF | |||
| 156.84 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Estruturado sob a influência dos modelos de “vida e obra” próprios da narrativa
biográfica, este trabalho assume uma abordagem metodológica de compromisso entre a
fixação da cronologia do percurso de José de Figueiredo e o desenvolvimento de uma
reflexão sobre o seu papel nas áreas em que se destacou.
Numa primeira parte são contextualizados e analisados as suas origens familiares, o seu
percurso formativo em Coimbra, os anos de formação artística informal que teve em
Paris no final de oitocentos e o seu processo de integração na sociedade erudita lisboeta
do início do século XX. De seguida é apresentada uma análise das várias áreas da sua
atuação no panorama cultural português: a sua integração na Academia Real de Belas-
Artes de Lisboa, num período de afirmação do seu nome enquanto especialista em
“assuntos de arte”; o seu papel na campanha de estudo, restauro e divulgação dos
painéis de S. Vicente; as suas ideias e contribuições na definição da legislação artística e
patrimonial portuguesa, nos diversos contextos político-sociais que integrou; a sua
atividade como crítico e historiador de arte, num período marcado pelas narrativas
nacionalistas e pelo desenvolvimento da História da Arte enquanto área disciplinar
autónoma; o seu papel na divulgação da arte portuguesa, dentro e fora do país; e a sua
ação no âmbito da museologia da arte em Portugal, destacando-se a identificação das
suas ideias e influências no contexto europeu e a leitura descritiva e crítica da atividade
desenvolvida ao longo dos 26 anos em que dirigiu o Museu Nacional de Arte Antiga.
Propõe-se assim um balanço crítico das ações e contribuições desta personalidade no
panorama cultural português, bem como do seu enquadramento na cultura Europeia. É
ainda apresentada uma reflexão sobre a criação do “mito José de Figueiredo”, que se
verifica ser fruto de três fatores que se interrelacionam: a sua ambição pessoal, marcada
por uma enérgica vontade de singrar e de deixar uma marca na cultura portuguesa; o seu
forte carisma, alimentado estrategicamente através da gestão eficaz da sua imagem
pública; e os contextos que o acolheram e que simultaneamente estimularam o seu
trabalho, proporcionando-lhe recursos materiais e humanos que geriu com sucesso,
dentro e fora das instituições a que pertenceu.
Descrição
Palavras-chave
José de Figueiredo Legislação Patrimonial Portuguesa século XX História e Crítica de Arte em Portugal Museologia Museu Nacional de Arte Antiga
