Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/12231
Título: Potencial de plantas estuarinas na remediação de produtos farmacêuticos e de cuidado pessoal
Autor: Ferreira, Ana Rita Lourinho
Orientador: Ribeiro, Alexandra B.
Alves, Maria da Nazaré
Palavras-chave: Plantas estuarinas
PPCPs
Solução de Hoagland
Elutriado
Elutriado com sedimento
Data de Defesa: 2014
Editora: Faculdade de Ciências e Tecnologia
Resumo: Os produtos farmacêuticos e de cuidado pessoal (PPCPs), são considerados poluentes emergentes no sistema aquático. A sua descarga diária e contínua nos cursos de água leva à necessidade de estudar os seus mecanismos de dispersão e potencias formas de remediação. Este trabalho teve dois objetivos: (i) estudar a dinâmica de dispersão de três PPCPs em ambiente estuarino (água e sedimento e zona radicular de plantas estuarinas) e (ii) avaliar o potencial de duas espécies de plantas autóctones, Spartina maritima e Halimione portulacoides, para a sua remediação. Os contaminantes testados foram a cafeína (CAF), oxibenzona (HMB) e triclosan (TCS), tendo sido as amostras fortificadas com aprox. 1 mg L-1 de cada composto. As plantas, sedimento e água foram colhidos no estuário do Tejo, Portugal. Os ensaios decorreram em escala laboratorial e tiveram a duração de 10 dias. O primeiro ensaio foi levado a cabo em solução de Hoagland e o segundo ensaio em matriz ambiental real, mas com níveis diferentes de complexidade, elutriado (E) e elutriado com sedimento (ES). Os analitos da matriz líquida foram extraídos em fase sólida e o sedimento por ultra-sons. As amostras foram analisadas por cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama (GC-FID). No ensaio em solução de Hoagland, apenas foram testados a HMB e o TCS, tendo-se observado que a fotodegradação é um mecanismo importante de remoção destes contaminantes, sendo mesmo o principal para o TCS. Na presença de plantas a remediação da HMB foi de 69% sendo que no controlo da fotodegradação a remediação por ação dos UV foi de 47%. No ensaio com E e ES, tentou-se minimizar os efeitos da fotodegradação. A CAF não foi remediada no ensaio E, no entanto, na simulação do meio natural (ES), as espécies de plantas mostraram potencial de remediação deste composto (53% vs. 20% do controlo). No ensaio E as plantas potenciaram a remediação de HMB e TCS em cerca de 50% e 60%, respetivamente, em relação ao controlo. No ensaio ES as percentagens de remediação foram ainda superiores, tendo estes compostos tendência para adsorver ao sedimento ou sofrerem bio-/rizorremediação. Assim, as plantas S. maritima e H. portulacoides mostraram potencial para direta ou indiretamente promoverem a remediação tanto na fração líquida (CAF) como na fração sólida (HMB e TCS), de acordo com as vias preferenciais de dispersão dos contaminantes.
Descrição: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, Perfil de Engenharia de Sistemas Ambientais
URI: http://hdl.handle.net/10362/12231
Aparece nas colecções:FCT: DCEA - Dissertações de Mestrado

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