| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 2.02 MB | Adobe PDF | |||
| Anexo | 744.86 KB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
O estudo em desenvolvimento nas páginas seguintes é apresentado
num contexto historiográfico bastante diferente daquele que presidiu à sua
formulação original, há cerca de oito anos, nomeadamente no que toca à
problemática social da Expansão Portuguesa. De facto, após uma longa
experiência de acentuado primado da vertente económica, começaram a ser
franqueados, ou esquadrinhados de forma mais aprofundada, outros horizontes
temáticos, emergindo justamente entre eles o campo social1. Foi, assim,
possível ajustar as problemáticas inicialmente definidas à evolução
historiográfica.
Cumpre assinalar, neste âmbito, a revalorização do papel exercido pela
nobreza portuguesa nos domínios extra-europeus, através da análise dos
diversos condicionalismos que presidiram à sua migração em larga escala,
bem como da caracterização dos respectivos elementos enquanto agentes de
descobrimento geográfico, conquista territorial, administração pública e
exploração económica. É sabido que o desenvolvimento do processo
ultramarino resultou da conjugação de vários esforços, da participação
generalizada da sociedade portuguesa da Idade Moderna. Não obstante, o
protagonismo alcançado na condução e implementação do movimento justifica
uma atenção privilegiada sobre a prestação do estrato nobiliárquico.
Se tal papel escapou tempos a fio, dir-se-ia de maneira natural, às
camadas populares, dificultando em extremo um ensaio de reconstituição e
problematização do seu envolvimento2, veio a assistir-se, na segunda metade do século XVI, a uma significativa mudança da situação, proporcionada pela
emergência simultânea da iniciativa privada aventureira nos espaços asiáticos
localizados a oriente do Cabo Comorim3 e no sertão brasileiro, primordialmente
desbravado a partir do planalto de Piratininga4. De igual modo, foi somente a
partir de meados de Quinhentos, que o clero regular se afirmou enquanto motor
dinâmico da Expansão, em função do surto missionário que então ganhou
alento renovado5. Ao invés, o concurso da nobreza foi marcado tanto por um
destaque qualitativo como pelo carácter continuado do mesmo, com
consequências proporcionais ao nível do volume de fontes coevas disponíveis,
seja na cronística seja na massa documental avulsa.
Descrição
Tese de doutoramento em História, Especialidade História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa
Palavras-chave
Martim Afonso de Sousa Nobreza portuguesa Genealogias Política colonial Portugal Séc. 16-17 Clientelismo Redes de parentesco Expansão portuguesa Descobrimentos portugueses | Colonização portuguesa Brasil Índia
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
