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Orientador(es)
Resumo(s)
A existência de livros nas instituições religiosas regulares é uma evidência
reconhecida através das Regras das diversas ordens e testemunhada por inventários ou
catálogos elaborados em diferentes momentos da sua história. A leitura é parte
integrante das actividades da vida monástica e conventual podendo afirmar-se que a
maior quantidade de livros e de leitores que existiram nas sociedades do Antigo Regime
está concentrada nestas instituições. O objectivo que nos propusemos foi o de estudar
aspectos particulares sobre a posse e o uso dos livros nas casas religiosas de Lisboa, no
final do século XVIII. Fundamentamos a razão da escolha da capital pelo facto de nela
ter existido uma grande concentração de casas masculinas e femininas, de dimensões
variáveis e pertencentes a distintas ordens e congregações. Quanto ao arco cronológico
considerámos as instituições fundadas desde os primórdios da monarquia até ao reinado
de D. Maria I e que ainda subsistissem no período considerado. Ao propor como título
Bibliotecas de História estávamos a estabelecer uma opção de estudo limitada a um
tema concreto, procurando identificar qual o lugar que a História ocupou nestas
bibliotecas e quais as orientações de coleccionismo e de leitura que nelas se poderiam
encontrar. Para constituir o universo de estudo, fizemos um levantamento na Biblioteca
Nacional de Portugal por ser a instituição que recebeu, com a extinção dos conventos
ordenada em 1834, a maioria dos livros dessas proveniências.
Na tese apresentamos os contextos e as circunstâncias em que as ordens
religiosas se estabeleceram em Lisboa e seu termo e a evolução dos estabelecimentos
até serem encerrados. Dentro deste quadro estrutural estudámos as bibliotecas nos seus
modelos organizativos, na expressão dos conteúdos em geral e em particular no tocante
à História, apoiando-nos em fontes do século XVIII e abordando os dados numa
perspectiva metodológica comparativa. Privilegiámos o contacto com os próprios livros
provenientes quer das bibliotecas institucionais quer da posse privada de religiosos
como fonte para o conhecimento das modalidades de leitura no ambiente de vida
consagrada, pois muitos deles têm testemunhos evidentes da sua posse e do seu uso.
Os livros encontrados foram tratados numa série e estudados quantitativamente
para evidenciar as principais tendências das leituras de História, por língua, data e lugar
de edição, e temática específica, relacionando-as com os estabelecimentos onde as obras
existiam. Seguidamente, a série foi analisada nos seus conteúdos procurando-se destacar
autores e obras com maior representatividade sem esquecer, para além do cânone, a
análise de singularidades, em especial quando se tratava de obras de reconhecida
importância à época. Para melhor percepcionar orientações de leitura, fizeram-se
estudos de caso mais abrangentes a partir dos catálogos das bibliotecas de S. Vicente de
Fora, S. Francisco da Cidade e Santo Alberto. Pretendeu-se, no geral, construir um quadro de referência com o objectivo de
contribuir para uma nova visão sobre hábitos de leitura no ambiente religioso, alargando
assim o campo de investigação sobre história cultural em Portugal no final do século
XVIII.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos
requisitos necessários à obtenção do
grau de Doutor em História
Palavras-chave
Bibliotecas religiosas Lisboa Século XVIII Modalidades de leitura Posse e uso dos livros Obras de História História cultural
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
