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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
As implicações de um desadequado nível nutricional para a economia são inquestionáveis. São inúmeros os estudos que o comprovam. A alimentação é um dos pilares do desenvolvimento humano. Estas implicações podem manifestar-se por um acréscimo na utilização de cuidados de saúde, fracos níveis na performance laboral ou, ao nível escolar, refletindo-se num baixo rendimento escolar. Apesar das discussões em torno deste tema, é difícil encontrar uma correlação entre os baixos níveis nutricionais e a performance da economia. Será talvez mais fácil desagregar alimentação e economia, estudando-os independentemente. Ou analisar alguns indivíduos, observando o seu percurso numa escala temporal alargada, o que não se coaduna com os “timings” da investigação científica tradicional. A nutrição deverá assim ser considerada um fator de desenvolvimento (Berg, 1974), sendo certo que fracos níveis nutricionais são o maior obstáculo em direção ao desenvolvimento económico (Hakim e Solimano, 1976). Crianças ou adolescentes bem nutridos têm maior capacidade de concentração em sala de aula. Conseguem obter um maior rendimento escolar. Consequentemente, uma melhor performance escolar leva a quadros académicos mais bem preparados e a profissionais mais qualificados. A partir daqui é fácil correlacionar factos: quanto mais elevados são os indicadores de desenvolvimento educacional, mais preparada está a economia para um quadro de competitividade. Quanto mais competitiva for uma economia, mais desenvolvida ela será. Numa economia socialmente responsável (...) é preciso insistir no relevante papel da nutrição no desenvolvimento de recursos humanos (...) considerado uma variável chave da modernização e da competitividade (Arruda e Arruda, 1994). Este trabalho irá focar-se num caso de estudo no campo da nutrição ao nível da população escolar dos 7º e 9º ano, analisando a relação entre os hábitos alimentares dos alunos (a qualidade dos alimentos assimilados) durante o tempo em que permanecem na escola, a oferta de estabelecimentos que disponibilizam bens alimentares na zona geográfica escolar, o seu índice de massa corporal (IMC), aferindo no final a relação dos anteriores com o rendimento escolar. Este projeto integrará análise espacial com SIG, fundamental no comprometimento do espaço como um elemento crucial para o estudo da saúde e do desenvolvimento. Este projeto procura: -Georreferenciar os estabelecimentos para aquisição de bens alimentares na área de influência em torno dos equipamentos escolares; - Analisar a relação entre os hábitos alimentares dos alunos e o seu IMC; - Aferir a relação entre os dois pontos anteriores com o rendimento da população escolar dos 7º e 9º ano de escolaridade.
Descrição
UID/SOC/04647/2019
Palavras-chave
Desenvolvimento azul Lisboa Nutrição Obesidade infantil População escolar Saúde
Contexto Educativo
Citação
Editora
APDR - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
