Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/9464
Título: Burnout dos enfermeiros nos serviços de saúde em Portugal : um estudo de caso na Saúde 24 Porto
Autor: Simões, Pedro
Orientador: Nunes, Carla
Maia, Teresa
Palavras-chave: Burnout
Centro atendimento
Saúde 24
Enfermeiros
Contact center
Nurses
Data de Defesa: 2012
Editora: Universidade Nova de Lisboa. Escola Nacional de Saúde Pública
Resumo: RESUMO - A síndrome de burnout, definida pela exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal, designa um estado de fadiga física e emocional crónico dos profissionais, o qual pode comprometer as organizações. Neste estudo descritivo, pretende-se estudar a síndrome de burnout nos enfermeiros dos serviços de saúde, especialmente focado nos serviços de atendimento permanente telefónico, suas características, consequências e estratégias de prevenção. A população alvo serão todos os enfermeiros que trabalham em serviços de atendimento permanente telefónico e a amostra, não probabilística e de conveniência, os enfermeiros que desempenham funções no centro de atendimento da Saúde 24 Porto. Primeiramente aborda-se o conceito de burnout e a sua relação com a prática de Enfermagem, de seguida é realizada uma descrição sobre os centros de atendimento em saúde até à atual situação da Saúde 24. Na amostra em estudo, enfermeiros da Saúde 24 Porto, existe predominância do sexo feminino (66,99%) e a média de idades é de 32 anos (26 anos de idade mínima, 49 de idade máxima e desvio padrão de 4,59). Constatou-se que 94,26% desempenha funções de enfermeiro comunicador e os restantes 5,74% são enfermeiros supervisores, a média de anos de atividade profissional é de 5,67 anos e 36,4% dos enfermeiros desempenha funções na Saúde 24 há mais de 3 anos. Foi aplicado o Inventário de Burnout de Maslach e os resultados indicaram a ausência de síndrome de esgotamento profissional. Existem níveis médios de burnout, sustentados pelos valores obtidos na exaustão emocional no terço inferior (<19,10), e valores no terço inferior, na realização pessoal (<38,00) e nível baixo na despersonalização (<4,90). No que concerne à idade não foram encontradas correlações significativas em nenhuma das dimensões, contudo, no que refere ao tempo de serviço verificou-se que existem correlações significativas e negativas para a exaustão emocional e para a despersonalização ou seja, a tendência atual é a de que os enfermeiros com menos tempo de serviço têm maior tendência para scores mais altos de burnout. Existe uma relação entre as variáveis, grau académico, exaustão e despersonalização, a qual mostrou uma tendência para scores mais altos em relação a enfermeiros licenciados e pós graduados nas dimensões de exaustão e despersonalização contrariamente aos enfermeiros com o grau de mestre ou especialidade. Existe também uma relação entre as variáveis género e despersonalização, sendo o score baixo, aquele que apresenta maior expressão no sexo masculino, mas principalmente no sexo feminino. As mulheres têm scores mais baixos que os homens nesta dimensão, traduzindo-se na percentagem mais elevada obtida (67,1%, contra 53,6%). E em contrapartida nos resultados obtidos para o score alto relativo à despersonalização, os homens apresentam um resultado pior do que as mulheres, sendo 26,1% para os homens e 12,1% para as mulheres. Quando se examinam as funções desempenhadas distribuídas pelas dimensões de burnout, verifica-se a existência de uma relação entre a variável função desempenhada e a realização pessoal. Nos resultados percebeu-se que, quanto mais elevada a função desempenhada (enfermeiro supervisor), mais baixa é a realização pessoal. E esta dimensão tem o score inverso, logo a interpretação deverá ser feita no sentido de que, quanto mais elevada for a função, maior será a realização pessoal. Os resultados obtidos são animadores contudo a vulnerabilidade para este tipo de problema, entre enfermeiros, potencializada pelo tipo de trabalho realizado por estes profissionais de saúde será desejável estar atento e usar estratégias para enfrentar o burnout quando ele surgir. O fenómeno burnout não é apenas como um problema do individuo mas é principalmente um problema da organização.
ABSTRACT - The burnout syndrome, defined as emotional exhaustion, depersonalization and personal accomplishment, refers to a state of chronic emotional and physical fatigue of the workers, which may compromise the organizations. This descriptive study aims to present the burnout syndrome in health services, their characteristics, consequences, prevention strategies and relate to the work of 211 nurses who perform at Saúde 24 contact center in Porto. First it is discussed the concept of burnout and relation to the practice of nursing, a description is made later on, in health care contact centers to the current reality of Saúde 24. In the sample studied, Saúde 24 Porto nurses, there is a predominance of females (66.99%) and the average age is 32 years (26 years minimum age, maximum age of 49 and standard deviation of 4.59). It was found out that 94.26% of nurse performs functions communicator and the remaining 5.74% are nursing supervisors, the average years of professional activity is 5.67 years and 36.4% of nurses plays roles in Saúde 24 more than three years. In this study is used the Maslach Burnout Inventory and the results indicated the absence of burnout syndrome. There are average levels of burnout, underpinned by the values obtained in emotional exhaustion in the lower third (<19.10), and values in the lower third in personal accomplishment (<38.00), the depersonalization level is low (<4.90). In age were not found significant correlations in any of the dimensions however as to length of service grows there are significant and negative correlations for emotional exhaustion and depersonalization that is, the current trend is that nurses with less time service have a higher tendency to upper burnout scores. There is an association between variables, degree, exhaustion and depersonalization, showing the tendency for higher scores in graduates and post graduate nurses in the dimensions of exhaustion and depersonalization as opposed to nurses with a master's degree or specialty. There is also an association between the variables gender and depersonalization, the low score has a highest expression both in males and females, but especially in females. Women have lower scores than men in this dimension, resulting in the highest percentage obtained (67.1% vs. 53.6%), In the opposite site, when analyze the depersonalization dimension, male gender have highest percent and highest score than female (26.1% male and 12.1% female). When examining the tasks assigned by the dimensions of burnout, it appears that a association exists between the variable function performed and personal fulfillment. The results was noticed that the higher function performed (nurse supervisor) is lower personal fulfillment, this dimension is just opposite score interpretation should be made to the effect, the higher the function greater personal fulfillment. The results obtained are encouraging, nevertheless the vulnerability for this kind of problem, including nurses, boosted by the type of work performed by these health professionals, will be desirable to use strategies to face burnout. The phenomenon of burnout is not just as an individual problem but is primarily a problem of organization.
URI: http://hdl.handle.net/10362/9464
Aparece nas colecções:ENSP: PPS - Dissertações de Mestrado

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