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Orientador(es)
Resumo(s)
No Laboratório de Antropologia Biológica (LAB) da Universidade de Évora faz-se
investigação em Bioarqueologia (estudo do material biológico humano proveniente de escavações
arqueológicas). O LAB foi reunindo um grande acervo osteológico humano ao longo das duas
últimas décadas. Um acervo desta natureza permite extrair inúmeras informações,
proporcionando um excelente veículo para dar a conhecer realidades do passado e do presente.
Surgiu então a necessidade de encontrar um meio para divulgar os resultados da investigação,
promover a Bioarqueologia e preservar as colecções existentes.
Analisamos assim a viabilidade de criar um museu, confrontando-a com outras soluções
(e.g. colecção visitável). O museu possibilitaria um equilíbrio entre diversas funções: conservação,
documentação, investigação, interpretação, exposição e divulgação. Optamos por uma resolução
alternativa - uma estratégia por etapas, utilizando metodologias da programação museológica. A
finalidade é estabelecer um percurso sustentável que desenvolva produtos museológicos
autónomos e que conduza à eventual criação de um museu de bioarqueologia.
Começamos por analisar o enquadramento do hipotético museu. Presentemente, o
acervo ósseo da Universidade de Évora constituído por cerca de 8000 esqueletos, do Neolítico até
ao século XX. Consideramos que embora existam fragilidades, o rumo que se pretende para a
cidade de Évora, a envolvente natural, social e o património construído oferecem condições
favoráveis à implementação deste projecto. A legislação portuguesa é propícia à preservação de
bens osteológicos e, todavia, o estudo e exposição deste património não estão disseminados.
Apresentamos aqui algumas referências do quadro internacional.
Em seguida, é necessário delinear o projecto. Assim, depois de apresentar a identidade,
os princípios fundamentais, a missão e a vocação, definimos o público-alvo.
Em relação às funções museológicas, iniciamos pela investigação, para a qual
estabelecemos a ligação entre a investigação realizada no LAB e o museu. Quanto à política de
incorporação, definimos que o material ósseo humano proveniente do sul do país deverá ser
incorporado, numa reserva a criar - Reserva Osteológica do Sul. Salientamos ainda a componente
de inventário, por existir uma lacuna nas bases de dados para colecções desta natureza.
Na exposição de longa duração, os objectos do acervo expostos serão interpretados de
modo a ilustrar um discurso em narrativa. Está também prevista uma programação de exposições
temporárias. Haverá ainda uma coordenação entre a comunicação interna e divulgação.
Propomos uma taxonomia espacial de modo a relacionar as funções museológicas no
espaço. Apresentamos também um modelo de equipa e para a estrutura institucional.
As fases iniciais de implementação compreendem uma exposição itinerante, um sistema
de documentação, a concepção do website, formas de financiamento etapa após etapa e a
definição de um espaço para o museu. Na segunda parte do trabalho, apresentamos um programa para uma exposição
itinerante concebido com a intenção desta se converter, no futuro, na exposição de longa de
duração. Para tal, propomos uma organização expositiva e uma estratégia de comunicação.
Finalmente, descrevemos a exposição, na óptica de visitantes.
A concretização deste projecto tem como objectivo último, contribuir para as áreas
disciplinares envolvidas e ser uma mais-valia para a sociedade. Acreditamos que existe um nicho
museológico por ocupar e ambicionamos preencher essa lacuna contando com a intervenção de
visitantes e outros cidadãos.
Descrição
Trabalho de Projecto apresentado para cumprimento dos requisitos
necessários à obtenção do grau de Mestre em Museologia
Palavras-chave
Acervo osteológico humano Bioarqueologia Museu Exposição Reserva osteológica Programação museológica
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
