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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A glicosilação aberrante é uma característica típica do cancro e parece conferir vantagens às células cancerígenas, tais como o aumento da sua capacidade de crescimento e da sua habilidade em suprimir a resposta imunitária. A lectina-galactose humana presente em macrófagos (MGL) é uma proteína expressa exclusivamente em células do sistema imunitário que tem grande afinidade para resíduos de N-acetilgalactosamina (GalNAc). O resíduo GalNAc é raramente exposto nos glicoconjugados de células humanas, contudo a sua expressão é aumentada em diferentes glicoconjugados presentes em células cancerígenas. A interação entre glicoconjugados, contendo o resíduo GalNAc, expressos no cancro, e a proteína MGL, parece estar envolvida em fenómenos de supressão da resposta imunitária.
Neste contexto, e numa primeira fase, este trabalho consistiu no estudo das interações entre o domínio de reconhecimento de hidratos de carbono da MGL (MGL-CRD) e o antigénio Tn (α-GalNAc/Thr), bem como vários glicopéptidos derivados da glicoproteína da mucina-1 (MUC1) glicosilados com Tn em diferentes locais da sequência peptídica (Tn-T3 MUC1, Tn-T15 MUC1 e Tn-T3, T15 MUC1). Para tal, foram realizadas experiências de 1H,15N-HSQC da MGL-CRD na ausência e na presença dos diferentes ligandos. Através da análise da perturbação do desvio químico (CSP) verificou-se que a sequência peptídica modula o processo de reconhecimento molecular da MGL. Em particular, verificou-se que a sequência peptídica influi de forma relevante na apresentação do antigénio Tn à proteína MGL-CRD.
Numa segunda parte do trabalho, a dinâmica da cadeia principal do domínio MGL-CRD, na sua forma livre e na presença de distintos ligandos foi analisada tendo por base técnicas de relaxação de 15N HetNOE, R1 e R2.
Descrição
Palavras-chave
MGL-CRD Glicanos Interações lectina-glicanos RMN Dinâmica molecular Glicosilação aberrante
