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Orientador(es)
Resumo(s)
O conceito de relatividade admite dois grandes sentidos, os quais, para a
respectiva compreensão, deverão ser difraccionados pelo prisma dos planos
de efectuação e dominância, ontolôgico, ético, gnosiológico, metafísico: um,
lato, que corresponde a estar em relação, ser relacionado, ser perspectivado,
etc, e, outro, estrito, estabelecido no campo da Física. Constantemente em
acção na história do pensamento, porquanto conota um processo típico da
racionalidade, o de estabelecer relações, funcionou no interior de sistemas
complexos, assumindo maior ou menor destaque, permitindo uma aproximação
a determinadas categorias, mas só a partir da modemidade se toma
num centro de discursividade com potencial para determinar uma orientação
epistemológica global, uma configuração determinada do saber, um programa
de investigação, e suscitar a designação de uma teoria com o estatuto de
concepção do mundo. Podemos apreender devidamente esta alteração se tivermos
em conta como aparecia em Aristóteles sujeita à prevalência da substância,
enquanto, a admitir-se, hoje, a validade da categoria da substância será,
inevitavelmente, como resultado da relação. Todavia, a diferença mais significativa
está dada na própria linguagem pela substituição da relação pela relatividade,
ou seja, pela valorização de uma modalidade de uma modalidade.
