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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Logo que sugeri o título, dentro do quadro mais seco do futuro da
sociologia, alguns colegas me foram logo dizendo, - "melhor fora que falasses
dos impossíveis". Possso concluir que a consideração que têm por mim
deve ter subido, pois não se pede uma abordagem destas a qualquer um.
Falar e reflectir sobre o mundo dos possíveis, é pensar as suas condições
de possibilidade, o enquadramento da sua emergência e do seu devir.
Pensar o mundo dos possíveis é verificar, de facto se ele cabe dentro
dos impossíveis, ou se é o contrário que se regista, - se é o mundo dos
impossíveis que contém o dos possíveis. Se pensarmos bem, eles autoexcluem-
se, são incompatíveis.
O mundo dos possíveis que aqui nos interessa é o da Ciência, limitada
aqui às Ciências Sociais.
Qual é a ciência que existe - perguntamo-nos, e quais são as ciências
possíveis?
Mas vou apresentar algumas reflexões.
O mundo dos possíveis inclui a ciência existente. Esta é razoavelmente
vasta mas, no espaço da experiência contemporânea. Observar e levantar a
experiência contemporânea, é ser capaz de perceber as formas de recepção e
vivência do mundo. Hoje, a relação com os objectos, a constituição dos
sujeitos, etc, encontra essencialmente duas sociologias: as condições da
experiência contemporânea reduzem os objectos existentes ao número dos
que se mostram e aparecem ou evoluem no espaço público.
Estes são os objectos que observo - essas duas sociologias.
