| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 893.6 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente dissertação procura explorar a proposta da filosofia nietzschiana de
uma relação de continuidade do homem com a natureza e a vida, a partir da afirmação
da sua animalidade. Compreendendo que todos os organismos vivos são uma
multiplicidade de instintos, pulsões e afetos que entre si se relacionam e organizam
segundo uma lógica dinâmica de luta, conflito e superação (a que Nietzsche dá o nome
de «vontade de poder»), averigua-se
a possibilidade de fazer do corpo um «fio
condutor» para uma leitura do homem à luz da sua vida orgânica. Analisa-se
o modo
como, no pensamento nietzschiano, a história da cultura é uma história de crueldade
para com a animalidade, e de como a moral, enquanto seu instrumento, é uma negação
da vida, conducente a um homem envergonhado de si mesmo, doente, niilista e
decadente. Pensa-se
de que forma a filosofia de Nietzsche constitui um esforço maior de
inversão da tendência hostil à vida e um apelo para uma reavaliação geral dos valores,
propondo, em alternativa, um absoluto «dizer Sim» à vida e à animalidade. Defende-se
que esse esforço afirmativo compreende uma possibilidade de superação da decadência
e uma revitalização do ser humano, exemplificada no homem de tipo superior que vive
em harmonia com a vida. Por fim, analisam-se
os fenómenos estético e artístico a partir
da proposta nietzschiana de ver a «a arte pela ótica da vida», e procura-se
sustentar que
esta constitui uma experiência de intensificação e celebração da animalidade, do corpo e
da vida.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos
necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia,
especialização em Estética
Palavras-chave
Animalidade Instinto Pulsão Afeto Corpo Vida Vontade de Poder Natureza Cultura Arte
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
