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As Lucernas Romanas da Praça da Figueira (Lisboa): Contributo para o conhecimento de Olisipo

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Parte 2 - Dissertação e bibliografia.pdfdissertação644.8 KBAdobe PDF Ver/Abrir
Anexos 1 - Plantas.pdfanexo14.73 MBAdobe PDF Ver/Abrir
Anexos 2 - Estampas.pdfanexo233.82 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

O presente estudo teve como objectivo analisar a totalidade dos 342 fragmentos de lucernas romanas recuperadas na Praça da Figueira, em Lisboa, provenientes das intervenções arqueológicas que tiveram lugar em 1962, e também de 1999/2001. A partir da análise do conjunto, pretendeu-se compreender a dinâmica comercial de Olisipo como ciuitas portuária e centro de redistribuição de lucernas para a Lusitania. A necrópole noroeste de Olisipo foi localizada e parcialmente intervencionada naquele espaço, e forneceu a maior quantidade de fragmentos deste conjunto, apresentando uma diacronia de ocupação entre c. 60 d.C. e séc. IV. Esta cronologia é reforçada pelo estudo das 17 lucernas recuperadas, em ambas as intervenções no contexto mencionado. A totalidade do universo estudado apresenta uma cronologia que engloba o Período Romano Imperial, com lucernas de produção da primeira metade do século I d.C. prolongando-se até aos finais do século III. É possível concluir que existe uma predominância de importações, com uma percentagem maior de produtos itálicos e da Baetica durante o século I, que darão lugar a uma preponderância de importações de origem Norte-Africana na segunda centúria. A produção regional, do vale do Tejo e do Sado, embora bastante representada, surge como uma minoria e evidencia um prolongamento temporal nas produções desta região de formas tradicionais de lucernas. A variedade de cenas mitológicas presentes na decoração vem demonstrar o papel que este tipo de cerâmica detinha na divulgação da cultura e mitologia grecoromana pelo território romano durante e após o processo de romanização. A quantidade de importações documenta a crescente importância que Olisipo tinha como ponto de redistribuição de mercadorias para a Lusitânia muito provavelmente a partir do século II com a chegada das produções norte-africanas por via marítima, embora arqueologicamente ainda não tenham sido detectadas estruturas mercantis que venham corroborar esta dinâmica comercial de Olisipo.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Arqueologia

Palavras-chave

Praça da Figueira Lisboa Olisipo Necrópole Lucernas Romano

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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Fascículo

Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Licença CC