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Caracterização material e conservação e restauro de um painel de azulejos do séc. XVII do Ecomuseu do Seixal, Portugal

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Resumo(s)

No presente trabalho estudou-se um painel de azulejos do século XVII pertencente ao acervo do Ecomuseu do Seixal (Seixal, Portugal), de composição figurativa e produzido pela técnica da majólica. O painel apresenta uma cena marítima pintada a azul, com alguns detalhes a púrpura, delineada a púrpura acastanhado, sobre vidrado branco de tonalidade esverdeada. A obra foi submetida no passado a duas intervenções de conservação, tendo sido levantado da parede na última intervenção. Os principais objectivos deste trabalho foram a caracterização técnica e material dos azulejos do painel, a identificação dos materiais aplicados nas intervenções efectuadas no passado e a execução de um tratamento adequado de conservação, a fim de preparar o painel para exposição. Uma parte importante deste trabalho consistiu na discussão das diferentes hipóteses de restauro, tendo em conta as extensas lacunas existentes no painel, com base na Ética e nas Teorias da Conservação e Restauro. O tratamento consistiu nas seguintes etapas: registo fotográfico; mapeamento das patologias existentes; remoção do facing; limpeza dos vidrados e chacotas; união de fragmentos;remarcação dos azulejos no tardoz; integração volumétrica, integração cromática e produção de réplicas para as falhas de suporte. Foi ainda feita uma proposta para o acondicionamento e a exposição do painel. Com recurso a diferentes técnicas analíticas, nomeadamente à espectrometria de fluorescência de raio X dispersiva de energias (μ-EDXRF), à espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), à microscopia de Raman, à colorimetria e à microscopia óptica foi possível determinar a composição do vidrado, caracterizar os pigmentos utilizados na camada pictórica e identificar os produtos utilizados nas intervenções anteriores. Verificou-se que o vidrado é plúmbico e branco opaco devido à presença de cristais de cassiterite (óxido de estanho). Na cor azul da camada pictórica foi identificado cobalto, nas aguadas a púrpura manganês e nos contornos a púrpura manganês e óxido de ferro na forma de hematite. Nos tratamentos anteriores foram utilizados Paraloid B-72® e silicato de etilo.

Descrição

Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Conservação e Restauro, Especialização em Cerâmica e Vidro

Palavras-chave

Azulejo Conservação e restauro Majólica Vidrado Ecomuseu do Seixal

Contexto Educativo

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Editora

Faculdade de Ciências e Tecnologia

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