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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Outrora considerado um produto tóxico, reconhecem-se, hoje, ao monóxido de carbono (CO) efeitos biológicos e terapêuticos (nomeadamente anti-inflamatórios); neste sentido, desenvolveram-se metodologias para a sua aplicação destacando-se as Moléculas Libertadoras de Monóxido de Carbono (CORMs). Perspectivando a passagem a fármacos, é indispensável elucidar os mecanismos de acção e de transporte no organismo que dependem, significativamente, das interacções estabelecidas com proteínas sanguíneas (hemoglobina, albumina e transferrina).
Assim, no presente trabalho, empregaram-se técnicas de Cristalografia de Raios-X e de Espectroscopia (Ultra-Violeta/Visível e Infra-vermelhos) para caracterizar interacções entre as referidas proteínas (juntamente com lisozima) e possíveis CORMs desenvolvidos pela empresa Alfama.
Os estudos com a lisozima indicam a formação de aductos com o ALF 850 confirmando-se, por Cristalografia, a ligação do composto à Histidina 15 com a libertação de 2 moléculas de CO e comprovando-se o respectivo efeito terapêutico. Analogamente, conseguiram-se dados indicativos da formação de aductos entre a hemoglobina e o ALF 850, embora seja necessário prosseguir a investigação no sentido de caracterizá-los estruturalmente.
Optimizou-se ainda a sobre-expressão e a purificação da transferrina em Pichia pastoris. Efectuaram-se vários ensaios de screening para determinar condições de cristalização da albumina e da transferrina, não se obtendo, contudo, cristais de proteína para o seguimento dos estudos envolvendo os CORMs.
Descrição
Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em
Biotecnologia
Palavras-chave
Efeitos biológicos e terapêuticos do monóxido de carbono Moléculas libertadoras de monóxido de carbono (CORMs) Lisozima Hemoglobina Albumina Transferrina
