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Orientador(es)
Resumo(s)
A indústria de cimento tem realizado evoluções no seu processo produtivo, aumentando a sustentabilidade económica, ambiental e da gestão dos recursos naturais na produção do produto com a qualidade exigida pelo mercado. O grupo Secil não tem sido exceção nesta busca permanente pela melhoria contínua dos processos produtivos.
Este trabalho incide na otimização dos arrefecedores de 1ªgeração presentes na fábrica Maceira-Liz do grupo Secil. O desempenho deste equipamento tem um forte impacto no consumo de combustíveis necessários ao processo, no consumo de energia elétrica e na qualidade do produto obtido. Um aumento na eficiência da troca de calor entre o clínquer e o ar de arrefecimento insuflado e na sua recuperação para o processo de combustão através do ar secundário permite obter um produto de qualidade similar mas com um fator de emissão de CO2 mais baixo.
O desafio na gestão do funcionamento deste tipo de arrefecedor de clínquer é encontrar os objetivos certos para as variáveis de controlo do equipamento, para que este funcione com a menor oscilação possível na temperatura de saída do clínquer e na quantidade de calor recuperado para o sistema.
Para isso realizaram-se vários estudos às variáveis de controlo do arrefecedor a fim de encontrar a melhor combinação para um bom funcionamento do arrefecedor, aumentando a eficiência, bem como a quantidade, o calor e temperatura de ar secundário, diminuindo a temperatura de saída do clínquer e a quantidade ar em excesso.
Dos ensaios realizados durante o período deste trabalho, foi possível concluir que com a altura da camada de clínquer a 0,6m e a depressão no cabeçote a -6mmCA, o arrefecedor 7 (linha de produção 6) apresenta uma menor amplitude nas oscilações e a linha de produção tem-se mantido mais estável, ocorrendo menos paragens.
A recente instalação da medição de temperatura do clínquer na saída do arrefecedor vai permitir aos responsáveis de produção a execução de ensaios por forma a afinar controladores e a definir objetivos específicos para as variáveis de controlo (altura da camada de clínquer, depressão no cabeçote, quantidade total de ar de arrefecimento) que permitam um funcionamento eficiente e regular com o menor consumo de energia elétrica possível.
