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Os membros letrados de qualquer sociedade sabem o nome pelo qual devem ser designados; são
designados pelo nome da sua sociedade. São, britânicos, chineses, franceses, portugueses. Sabem
que partilham esse nome ou outra variante igual ou menor com o seu governo e o território em que
vivem, e com todos ou quase todos os seres humanos que vivem nesse território.
Muitas pessoas não aprovam esse tipo de designação. No entanto, se se designarem a si
próprios como advogados ou maquinistas, pais ou filhos, brancos ou negros, cristãos protestantes ou
muçulmanos, ou várias destas designações ao mesmo tempo, subsiste uma sensação de imperfeição.
Pensa-se que eles devem também ter o nome da sua «sociedade». A «sociedade» é aquela
colectividade mais inclusiva e, ao mesmo tempo, coesa, de que se considera que eles são apenas uma
das partes. É o todo formado de partes. Mas dizer o que é esse todo é uma tarefa dificil.
É algo que necessariamente emerge da existência de todos os seres humanos. Todo o ser
humano nasce e vive dentro de um agregado de outros seres humanos, ligados entre si no interior de
uma estrutura englobante.
A penetração dessa estrutura englobante da sociedade na vida daqueles que vivem no seu
interior é limitada pela influência de certas características da existência humana. O fluxo e o refluxo
desse processo é o tema dominante desta tese.
Descrição
Palavras-chave
Política Sociologia Política Sociedade portuguesa Identidade cultural Muçulmanos Islão Portugal
