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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este trabalho teve como objetivo contribuir para uma escolha mais informada do tipo de adesivo a usar numa intervenção de conservação e restauro em papel. Para tal, foi analisada a estabilidade química dos principais adesivos atualmente em uso, bem como a sua biorecetividade a fungos (ca-pacidade de um material ser colonizado por fungos), um tema ainda pouco explorado, apesar da sua grande relevância para a preservação dos objetos. Através da realização de uma mini-revisão da literatura relativa a adesivos utilizados em intervenções em papel, foram selecionados cinco para este estudo: Amido, Archibond® sem suporte, Carboximetilcelulose, Hidroxipropilcelulose e Me-tilcelulose.
As propriedades químicas dos adesivos foram analisadas, antes e após envelhecimento artificial, utilizando as seguintes técnicas: FTIR-ATR, viscosimetria, medição do grau de polimerização, hi-groscopicidade, colorimetria, pH e termogravimetria (TGA).
A biorecetividade primária e secundária dos adesivos foi testada sobre dois suportes diferentes (pa-pel e vidro), com três espécies de fungos filamentosos, em separado: Aspergillus niger, Aureobasi-dium pullullans e Penicillium pinophilum. A avaliação da biorecetividade dos adesivos foi deter-minada durante 56 dias, através da área de colonização dos adesivos, recorrendo a análise de ima-gem digital.
Conclui-se que dos cinco adesivos, a pasta de Amido foi o adesivo mais biorecetivo, embora seja o mais estável ao envelhecimento artificial, no que diz respeito a alteração de cor, grau de polimeri-zação e pH.
A Carboximetilcelulose e o Archibond®, embora muito pouco biorecetivos aos fungos testados, apresentam deterioração química e estética com o envelhecimento.
A Metilcelulose e a Hidroxipropilcelulose são os adesivos que apresentam uma melhor relação entre estabilidade química ao envelhecimento artificial e menor biorecetividade a fungos.
Descrição
Palavras-chave
Papel Adesivos Conservação Biodeterioração Amido Archibond®
