Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/22439
Título: Empréstimos de Origem Angolana em Voz de Angola - clamando no deserto
Autor: Muhongo, Timóteo Sumbula
Orientador: Lino, Maria Teresa Rijo da Fonseca
Palavras-chave: Angola
Neologia
Empréstimo
Loan
Neology
Data de Defesa: 6-Jul-2017
Resumo: Foi a 23 de outubro de 1575 que, com o decreto do Rei D. Sebastião, o panorama geopolílico angolano se metamorfoseou. Dos primeiros contactos entre portugueses e angolanos resultou a colonização do segundo povo, com início no século XV e que se prolongou até ao século XX. A colonização teve duas fases, a saber: a fase da penetração territorial que implicou os primeiros contactos (1482 a …) e a fase da ocupação territorial. Na escola, o colonizado tinha de, obrigatoriamente, falar o idioma do colonizador. Houve, efetivamente, influências linguísticas. As unidades lexicais confirmam, sobretudo, a história deste contacto, pois cada palavra pode implicar uma realidade de um povo. Este estudo visa recolher, organizar, analisar e descrever os empréstimos de origem angolana encontrados no periódico Voz de Angola – Clamando no Deserto (1901). Deve também contribuir para a criação de um Vocabulário Ortográfico Nacional para Angola. Em virtude do surgimento da imprensa em Angola no século XIX, começaram a publicar-se alguns periódicos. De entre estes, os jornais e as revistas refletem obviamente a produtividade de empréstimos. O primeiro periódico de que há registo é o Boletim Oficial (1845), cuja responsabilidade cabe ao Governador Pedro Alexandrino da Cunha. Por outro lado, o último periódico da época colonial de que se tem conhecimento é Mensagem – A Voz dos Naturais de Angola (1951), revista sob a alçada da Associação dos Novos Intelectuais de Angola. Visto que os jornalistas e os escritores são nitidamente criadores de palavras, reconhecemos que há unidades lexicais de origem angolana registadas nos jornais daquela época que se tornaram laivos perenes da realidade sociopolítica dos dois povos. As línguas de Angola, de facto, têm processos muito peculiares que descaracterizam as unidades lexicais de outras línguas, particularmente as do português. Alguns processos de formação de palavras das línguas de Angola convergem e outros divergem com os do português, pois as línguas de Angola apresentam processos de formação de palavras muito diferentes. Por desconhecimento destes processos, muitos articulistas recorriam ao decalque, tendo como base a estrutura do português.
It was on 23 October 1575, with the decree of Portuguese King Sebastian, that the Angolan geopolitical panorama changed. The first contacts between Portuguese and Angolans resulted in the colonisation of the Angolans, beginning in the 15th century and continuing until the 20th century. The colonisation had two phases, namely: the phase of territorial penetration which implied the first contacts (1482 to ...) and the phase of territorial occupation. At school, the colonised had to speak the language of the coloniser. There were, indeed, linguistic influences. The lexical units confirm above all the history of this contact, for each word may imply a reality of a people. This study aims to collect, organise, analyse and describe loans of Angolan origin found in the periodical Voz de Angola – Clamando no Deserto (1901). It should also contribute to the creation of a National Orthographic Vocabulary for Angola. Due to the emergence of the press in Angola in the 19th century, some periodicals started being published. Newspapers and magazines obviously reflected the productivity of lexical loans. The first periodical of which there is a record is the Boletim Oficial (1845), under the responsibility of the Governor Pedro Alexandrino da Cunha. On the other hand, the last periodical of the colonial period known and dated is Mensagem – A Voz dos Naturais de Angola (1951), a magazine under the responsibility of the Association of New Intellectuals of Angola. Since journalists and writers are clearly creators of words, we recognise that there are lexical units of Angolan origin registered in the newspapers of that time that became perennial marks of the social-political reality of the two peoples. The languages of Angola, in fact, have very peculiar processes that deprive the lexical units of other languages, particularly those of the Portuguese language. Some processes of word formation of the Angolan languages converge and others diverge with those of the Portuguese, because the languages of Angola present very different processes of formation of words. Due to a lack of knowledge of these processes, many writers used the decal based on the Portuguese structure.
URI: http://hdl.handle.net/10362/22439
Designação: Terminologia e Gestão da Informação de Especialidade
Aparece nas colecções:FCSH: DL - Dissertações de Mestrado

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