Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10362/20113
Título: Fisioterapia : influência na qualidade de vida da mulher com cancro da mama : contributo para a qualidade do serviço em oncologia
Autor: Duarte, Nuno Miguel de Faria Bento
Orientador: Faria, Paula Lobato
Bernardo, Mário
Aguiar, Pedro
Palavras-chave: Cancro da mama
Cirurgia com biópsia do gânglio sentinela
Qualidade de vida
Fisioterapia
Breast cancer
Sentinel lymph node biopsy
Quality of life
Physiotherapy
Data de Defesa: 2016
Resumo: RESUMO - Introdução: As modalidades da cirurgia a cancro da mama que recorrem apenas à biópsia do gânglio sentinela (BGS) têm um menor impacto na qualidade de vida (QdV) das mulheres quando comparadas às cirurgias em que é realizada uma linfadenectomia axilar. No entanto, na fase aguda de sobrevivência, na qual são realizados tratamentos por terapias oncológicas ao longo do primeiro ano após o diagnóstico, o efeito dessas terapias poderá sobrepor-se à menor agressividade da cirurgia com BGS, levando a que não existam diferenças na QdV destes dois grupos de doentes. Existe alguma evidência de que a fisioterapia pode contribuir para a melhoria da QdV das doentes com cancro da mama, todavia as doentes submetidas a cirurgia com BGS raramente são incluídas num programa de reabilitação funcional pelo facto de estar associada a ideia que nesta cirurgia existe uma ausência de morbilidade. Torna-se relevante que seja esclarecido se a fisioterapia contribui para a melhoria da QdV da mulher com cancro da mama submetida a cirurgia com BGS, tentando, desta forma, esclarecer se a fisioterapia pode contribuir para a qualidade de serviço prestado a esse grupo de doentes. Materiais e Métodos: Foi desenvolvido um estudo Quasi-experimental. A amostra do estudo foi constituída por um grupo de 172 mulheres com cancro da mama submetidas a cirurgia com BGS e a outras terapias oncológicas. Das 172 doentes, 90 foram incluídas no grupo de controlo e 82 no grupo experimental. Utilizou-se o questionário EORTC C30 e o EORTC BR23 para a recolha de dados sobre a QdV ao longo dos primeiros 9 meses pós-cirurgia (1, 3, 6 e 9 meses). O grupo experimental foi submetido a técnicas específicas de fisioterapia na reabilitação funcional da mulher com cancro da mama enquanto o grupo de controlo foi apenas alvo de avaliações. Utilizou-se a estatística descritiva bivariável para a caracterização da amostra, recorrendo-se à estatística inferencial para analisar as questões de investigação. A regressão de Poisson foi utilizada para realizar o cálculo do Benefício Relativo (BRa) e Risco Relativo (RRa) ajustados para diversos fatores de confundimento na baseline do estudo. O nível de significância utilizado no estudo foi de 5% e os intervalos de confiança (IC) foram estabelecidos em 95%. Todos os cálculos foram efetuados com recurso ao software SPSS, versão 20, com exceção do cálculo do BR e do RR e respetivos IC a 95% da análise bivariável, em que foi utilizado o programa online OpenEpi versão 3. Resultados: Ao 3º mês pós-cirurgia o grupo experimental apresentou maior proporção de doentes com uma melhoria clínica relevante no Estado de Saúde Global (ESG) (BRa=2,230; p=0,014) e um menor risco de degradação do ESG (RRa=0,384; p=0,011), Função Física (FF) (RRa=0,484; p=0,035) e Sintomas Membro Superior (SMS) (RRa=0,159; p=0,007), quando comparado ao grupo de controlo. Entre o 1º e 6º mês pós-cirurgia a fisioterapia parece atuar como um fator protetor na degradação do ESG e FF. Entre o 1º e 9º mês pós-cirurgia o grupo experimental apresentou maior proporção de doentes com melhoria clínica relevante, estatisticamente significativa, no ESG (BRa=1,905; p=0,038) e nos SMS (BRa=1,761; p=0,029) e um menor risco de degradação nas escalas de ESG (RRa=0,287; p=0,010) e SMS (RRa=0,265; p=0,0421), quando comparado ao grupo de controlo. Conclusão: Podemos concluir que a fisioterapia pode contribuir para a melhoria da QdV das mulheres com cancro de mama submetidas a cirurgias com BGS, no decorrer da fase aguda de sobrevivência, podendo dar um contributo favorável para a qualidade do serviço prestado a este grupo de doentes.
ABSTRACT - Introduction: The surgical modalities for breast cancer which use only sentinel lymph node biopsy (SLNB) have a lesser impact in quality of life (QoL) of women when compared to surgeries in which an axillary lymph node dissection is performed. However, in the acute phase of survival, in which treatments by oncologic therapies are performed during the first year after the diagnosis, the effect of these therapies can superimpose the less aggressive surgery with SLNB, leading to no differences in QoL of these two groups of patients. There is some evidence that physical therapy can help improve the QoL of patients with breast cancer, nevertheless the patients undergoing surgery with SLNB are rarely included in functional rehabilitation programs due to the idea that in this surgery there is an absence of morbidity. It is relevant to clarify whether physiotherapy contributes to improve the QoL of women with breast cancer who underwent surgery with SNLB. Trying, this way, to understand if physical therapy can contribute to the quality of service provided to this group of patients. Materials and Methods: We have developed a Quasi-experimental study. The study sample was composed by a group of 172 women with breast cancer who underwent surgery with SNLB and other oncologic therapies. Of the 172 patients, 90 were included in the control group and 82 in the experimental group. We used the EORTC C30 and EORTC BR23 questionnaires to collect data about the QoL in the course of the first 9 months after surgery (1, 3, 6 and 9 months). The experimental group was subjected to specific physical therapy techniques in functional rehabilitation of women with breast cancer while the control group was only the target of assessments. We used bivariate descriptive statistics for sample characterisation, resorting to inferential statistics to analyse the research questions. Poisson regression was used to perform the calculation of the Relative Benefit (aRB) and Relative Risk (aRR) adjusted for several confounding factors at baseline of the study. The significance level used in the study was 5% and the confidence interval (CI) was established at 95%. All calculations were performed using the SPSS software, 20th version, with the exception of the calculation of the RB and RR and respective CI at 95% of the bivariate analysis, for which we used the online program OpenEpi 3rd version. Results: On the 3rd month after surgery the experimental group showed a higher proportion of patients with a relevant clinical improvement in the Global Health Status (GHS) (aRB=2,230; p=0,014) and a lower risk of degradation of the GHS (aRR=0,384; p=0,011), Physical Function (PF) (aRR=0,484; p=0,035) and Upper Limb Symptoms (ULS) (aRR=0,159; p=0,007), when compared to the control group. Between the 1st and 6th month after surgery, physical therapy seems to act as a protective factor on the degradation of GHS and PF. Between the 1st and 9th month after surgery the experimental group showed a higher proportion of patients with relevant clinical improvement, statistically significant, in the GHS (aRB=1,905; p=0,038) and in the ULS (aRB=1,761; p=0,029) and a lower risk of degradation of the GHS (aRR=0,287; p=0,010) and ULS (aRR=0,265; p=0,0421) scales, when compared to the control group. Conclusion: It can be concluded that physiotherapy can contribute to improve the QoL of women with breast cancer who underwent surgeries with SNLB, in the course of the acute phase of survival, giving a favourable contribution to the quality of service provided to this group of patients.
URI: http://hdl.handle.net/10362/20113
Designação: Doutoramento em Saúde Pública
Aparece nas colecções:ENSP: EE - Teses de Doutoramento

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