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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The transition from traditional to digital journalism has led to transformations in
how news organizations and individual journalists interact with audiences, with a fierce
ongoing competition between professional news sources and peripheral actors disputing
for the public“s attention.
In a complex digital setting, young people are frequently consuming information
through social media platforms, where novel individual alternative voices in the periphery
of journalism become relevant to consider. This is because their approach - in terms of
format, language and content ā resonates with youthĀ“s preferences in terms of
communication traits and thus empowers such content creators in becoming credible
information sources who are able to contextualize and simplify news.
This dissertation examines how journalism and its professionals are adapting to
young people“s needs in terms of journalistic value. Specifically, the study considers two
dimensions ā production and reception ā to bring awareness of how journalists in Portugal
(whose work is directly aimed at youth or whose social media use is incorporated in their
journalistic role) are adapting their communicative practices to bring news to those who
are more distant from traditional journalism. Moreover, this study analyses how
adolescents aged 13 to 18 engage with content on social media platforms where they go to
more frequently, as well as youngsters“ preferred traits when it comes to individual
information sources.
The results show that news organizations in Portugal coming from the public and
the private sector are neglecting young people in terms of the production of regulated
news content for this specific audience. There is a generalized resistance from professional journalists towards the individualization of the journalistic role. However, this is
incongruent with youth“s preferences for individual information sources who are able to
connect with those who are distant from legacy media. Adolescents seek for alternative
voices who are able to inspire them, to educate rather than merely informing.
Journalism and its professionals have the challenge of revolutionizing how they
operate in the digital sphere, as their future actions ā depending also on the contribution of
certain peripheral actors who may reinvigorate the institution without losing its virtue ā
will help shape how young people make informed decisions, fighting against those who
continuously weaken democracy by spreading misinformation.
A transição do jornalismo tradicional para o digital levou a transformaƧƵes relativamente a como organizaƧƵes jornalĆsticas e jornalistas individuais interagem com as audiĆŖncias, com uma competição contĆnua e feroz entre fontes de informação credĆvel e atores perifĆ©ricos, que disputam pela atenção do pĆŗblico. Num universo digital complexo, os jovens estĆ£o frequentemente a consumir informação atravĆ©s das redes sociais, onde vozes individuais alternativas na periferia do jornalismo se tornam importantes a considerar. Isto deve-se Ć abordagem ā em termos de formato, linguagem e conteĆŗdo ā que ressoa com as preferĆŖncias dos jovens em termos de caracterĆsticas comunicacionais, e como tal empodera estes criadores de conteĆŗdo, que se tornam fontes de informação credĆveis, capazes de contextualizar e simplificar as notĆcias. Esta dissertação examina como Ć© que o jornalismo e os seus profissionais se estĆ£o a adaptar Ć s necessidades dos jovens em termos de valor jornalĆstico. Especificamente, este estudo considera duas dimensƵes ā produção e receção ā para consciencializar sobre como jornalistas em Portugal (cujo trabalho seja diretamente dirigido a jovens ou cujo uso das redes sociais esteja incorporado no seu trabalho enquanto jornalista) estĆ£o a adaptar as suas prĆ”ticas comunicativas para trazerem notĆcias Ć queles que estĆ£o mais distantes do jornalismo tradicional. Por outro lado, este estudo analisa como jovens adolescentes entre os 13 e os 18 anos se envolvem com conteĆŗdos nas plataformas digitais onde vĆ£o mais frequentemente, assim como as caracterĆsticas preferidas dos jovens relativamente a fontes de informação individuais. Os resultados mostram que organizaƧƵes jornalĆsticas em Portugal ā seja do setor pĆŗblico ou privado ā estĆ£o a negligenciar os jovens em termos de produção de conteĆŗdos noticiosos regulados. HĆ” uma resistĆŖncia generalizada de jornalistas profissionais relativamente Ć individualização do seu cargo. Contudo, isto Ć© incongruente com as preferĆŖncias dos jovens por fontes individuais, capazes de conectar com aqueles que estĆ£o mais distantes dos meios de comunicação tradicionais. Os adolescentes procuram vozes alternativas que sejam capazes de os inspirar, de os educar em vez de apenas os informar. O jornalismo e os seus profissionais tĆŖm o desafio de revolucionar como operam na esfera digital, uma vez que as suas aƧƵes futuras ā que dependem tambĆ©m da contribuição de certos atores perifĆ©ricos que podem revigorar a instituição sem que esta perca a sua virtude ā vĆ£o ajudar a definir como os jovens farĆ£o decisƵes informadas, lutando contra aqueles que enfraquecem continuamente a democracia ao espalharem desinformação.
A transição do jornalismo tradicional para o digital levou a transformaƧƵes relativamente a como organizaƧƵes jornalĆsticas e jornalistas individuais interagem com as audiĆŖncias, com uma competição contĆnua e feroz entre fontes de informação credĆvel e atores perifĆ©ricos, que disputam pela atenção do pĆŗblico. Num universo digital complexo, os jovens estĆ£o frequentemente a consumir informação atravĆ©s das redes sociais, onde vozes individuais alternativas na periferia do jornalismo se tornam importantes a considerar. Isto deve-se Ć abordagem ā em termos de formato, linguagem e conteĆŗdo ā que ressoa com as preferĆŖncias dos jovens em termos de caracterĆsticas comunicacionais, e como tal empodera estes criadores de conteĆŗdo, que se tornam fontes de informação credĆveis, capazes de contextualizar e simplificar as notĆcias. Esta dissertação examina como Ć© que o jornalismo e os seus profissionais se estĆ£o a adaptar Ć s necessidades dos jovens em termos de valor jornalĆstico. Especificamente, este estudo considera duas dimensƵes ā produção e receção ā para consciencializar sobre como jornalistas em Portugal (cujo trabalho seja diretamente dirigido a jovens ou cujo uso das redes sociais esteja incorporado no seu trabalho enquanto jornalista) estĆ£o a adaptar as suas prĆ”ticas comunicativas para trazerem notĆcias Ć queles que estĆ£o mais distantes do jornalismo tradicional. Por outro lado, este estudo analisa como jovens adolescentes entre os 13 e os 18 anos se envolvem com conteĆŗdos nas plataformas digitais onde vĆ£o mais frequentemente, assim como as caracterĆsticas preferidas dos jovens relativamente a fontes de informação individuais. Os resultados mostram que organizaƧƵes jornalĆsticas em Portugal ā seja do setor pĆŗblico ou privado ā estĆ£o a negligenciar os jovens em termos de produção de conteĆŗdos noticiosos regulados. HĆ” uma resistĆŖncia generalizada de jornalistas profissionais relativamente Ć individualização do seu cargo. Contudo, isto Ć© incongruente com as preferĆŖncias dos jovens por fontes individuais, capazes de conectar com aqueles que estĆ£o mais distantes dos meios de comunicação tradicionais. Os adolescentes procuram vozes alternativas que sejam capazes de os inspirar, de os educar em vez de apenas os informar. O jornalismo e os seus profissionais tĆŖm o desafio de revolucionar como operam na esfera digital, uma vez que as suas aƧƵes futuras ā que dependem tambĆ©m da contribuição de certos atores perifĆ©ricos que podem revigorar a instituição sem que esta perca a sua virtude ā vĆ£o ajudar a definir como os jovens farĆ£o decisƵes informadas, lutando contra aqueles que enfraquecem continuamente a democracia ao espalharem desinformação.
Descrição
Palavras-chave
Interlopers Info-encer Journalism Social media Youth Jornalismo Redes sociais Jovens
