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Orientador(es)
Resumo(s)
The Upper Jurassic of Portugal has been globally known for its
microfossil vertebrate fauna thanks to the Konzentrat-Lagerstätte of the
Guimarota mine, which provided thousands of bone fragments, isolated
teeth, and even complete specimens. Other vertebrate microfossil
assemblages have been studied around the world. Besides Guimarota, only
a handful of other Portuguese Jurassic assemblages has been studied, but
never extensively.
Hereby, I present my work on microvertebrates from the Lourinhã
Formation (Kimmeridgian–Tithonian), with a focus on the small
herpetofauna of the Late Jurassic of Portugal. A total of 5,100 vertebrate
remains have been identified, belonging to all major vertebrate groups
known in other continental and freshwater environments. Stratigraphy and
sedimentological analyses of different localities carried in collaboration
with Dr. Lope Ezquerro and Dr. Cristina Sequero allowed to draw a first
palaeoenvironmental reconstruction, depicting various depositional
settings: low sediment supply and long periods of subaerial exposure in
Valmitão; area of alternating conditions between wet and dry periods in Zimbral; and wetter conditions, probably associated with permanent sheet
of water and anoxic environments in Porto das Barcas.
Revision of the Guimarota collection allowed to locate misidentified,
mislabelled, and unpublished specimens that could be assigned to
Cteniogenys aff. C. antiquus, although different from the material reported
in the Middle Jurassic Kirtlington Mammal Beds in the UK; and confirm the
presence of a new species of a relic stem-lepidosaur. Overall, the Lourinhã
Formation is largely dominated by amphibious vertebrates, more than in
other equivalent Mesozoic assemblages around the Jurassic/Cretaceous
boundary. Notably, crocodylomorphs shed teeth support a high
morphological and ecological diversity of the group; while albanerpetontids
remains are quite numerous and diverse in anatomical parts preserved. This
allowed to erect the oldest albanerpetontid species from the Iberian
Peninsula, and the first of Portugal. Together with another new species , the
youngest of the Iberian Peninsula, the new Portuguese material allowed to
review the phylogeny of Albanerpetontidae and propose a new hypothesis
on their in-group relationship, as well as new insight on their
palaeobiogeography at the end of the Cretaceous.
O Jurássico Superior de Portugal é mundialmente conhecido pela sua fauna microfóssil de vertebrados graças ao Konzentrat-Lagerstätte da mina da Guimarota, que forneceu milhares de fragmentos ósseos, dentes isolados e até exemplares completos. Outras aglomerações de microfósseis de vertebrados foram estudadas em todo o mundo. Além da Guimarota, apenas algumas outras aglomerações jurássicas portuguesas foram estud adas, mas nunca extensivamente. Aqui apresento o meu trabalho sobre microvertebrados da Formação de Lourinhã (Kimeridgiano–Titoniano), com foco na herpetofauna do Jurássico Superior de Portugal. Um total de 5100 restos de vertebrados foram identificados, pertencentes a todos os principais grupos de vertebrados conhecidos noutros ambientes continentais e de água doce. A estratigrafia e análises sedimentológicas de diferentes localidades em colaboração com o Dr. Lope Ezquerro e a Dra. Cristina Sequero permitiram visualizar uma primeira reconstrução paleoambiental, retratando vários cenários deposicionais: baixo importe de sedimentos e longos períodos de exposição subaérea em Valmitão; área de alternância entre períodos chuvosos e secos em Zimbral; e condições mais húmidas, provavelmente associadas a um lençol de água permanente e ambientes anóxicos em Porto das Barcas. A revisão da coleção de Guimarota permitiu localizar exemplares incorretamente identificados, incorretamente rotulados e não publicados que poderiam ser atribuídos a Cteniogenys aff. C. antiquus, embora diferentes do material relatado nas Kirtlington Mammal Beds do Jurássico Médio do Reino Unido; e confirmar a presença de uma nova espécie de um lepidosauro de ramo basal. No geral, a Formação de Lourinhã é primariamente dominada por vertebrados anfíbios, bem mais quando comparada com outras aglomerações mesozóicas equivalentes datada da fronteira Jurássico/Cretáceo. Notavelmente, os dentes isolados de crocodilomorfos são representativos da grande diversidade morfológica e ecológica do grupo; enquanto os restos de albanerpetontídeos são bastante numerosos e diversos no que diz respeito às partes anatómicas preservadas. Isto permitiu a descrever a mais antiga espécie de albanerpetontídeo da Península Ibérica, e a primeira de Portugal. Juntamente com outra nova espécie, a mais jovem da Península Ibérica, o novo material português permitiu rever a filogenia do grupo Albanerpetontidae e propor uma nova hipótese sobre a sua relação intra-grupo, bem como uma nova visão sobre a sua paleobiogeografia durant final do Cretáceo.
O Jurássico Superior de Portugal é mundialmente conhecido pela sua fauna microfóssil de vertebrados graças ao Konzentrat-Lagerstätte da mina da Guimarota, que forneceu milhares de fragmentos ósseos, dentes isolados e até exemplares completos. Outras aglomerações de microfósseis de vertebrados foram estudadas em todo o mundo. Além da Guimarota, apenas algumas outras aglomerações jurássicas portuguesas foram estud adas, mas nunca extensivamente. Aqui apresento o meu trabalho sobre microvertebrados da Formação de Lourinhã (Kimeridgiano–Titoniano), com foco na herpetofauna do Jurássico Superior de Portugal. Um total de 5100 restos de vertebrados foram identificados, pertencentes a todos os principais grupos de vertebrados conhecidos noutros ambientes continentais e de água doce. A estratigrafia e análises sedimentológicas de diferentes localidades em colaboração com o Dr. Lope Ezquerro e a Dra. Cristina Sequero permitiram visualizar uma primeira reconstrução paleoambiental, retratando vários cenários deposicionais: baixo importe de sedimentos e longos períodos de exposição subaérea em Valmitão; área de alternância entre períodos chuvosos e secos em Zimbral; e condições mais húmidas, provavelmente associadas a um lençol de água permanente e ambientes anóxicos em Porto das Barcas. A revisão da coleção de Guimarota permitiu localizar exemplares incorretamente identificados, incorretamente rotulados e não publicados que poderiam ser atribuídos a Cteniogenys aff. C. antiquus, embora diferentes do material relatado nas Kirtlington Mammal Beds do Jurássico Médio do Reino Unido; e confirmar a presença de uma nova espécie de um lepidosauro de ramo basal. No geral, a Formação de Lourinhã é primariamente dominada por vertebrados anfíbios, bem mais quando comparada com outras aglomerações mesozóicas equivalentes datada da fronteira Jurássico/Cretáceo. Notavelmente, os dentes isolados de crocodilomorfos são representativos da grande diversidade morfológica e ecológica do grupo; enquanto os restos de albanerpetontídeos são bastante numerosos e diversos no que diz respeito às partes anatómicas preservadas. Isto permitiu a descrever a mais antiga espécie de albanerpetontídeo da Península Ibérica, e a primeira de Portugal. Juntamente com outra nova espécie, a mais jovem da Península Ibérica, o novo material português permitiu rever a filogenia do grupo Albanerpetontidae e propor uma nova hipótese sobre a sua relação intra-grupo, bem como uma nova visão sobre a sua paleobiogeografia durant final do Cretáceo.
Descrição
Palavras-chave
Upper Jurassic Vertebrate microfossil assemblages Lourinhã Formation Herpetofauna Albanerpetontidae
