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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A mudança, a complexidade e a desordem são aspectos determinantes
da natureza e das sociedades humanas dos nossos dias no fim deste
século. De resto, a idéia de uma fradição estável é uma ilusão que os
anfropólogos há muito desmontaram. Os avanços nas ciências do computador
e nas engenharias mecânica e elecfrônica tomaram viável a constmção
de sistemas artificiais com uma grande complexidade. Tal permitiu
concluir que os sistemas de controlo linear e os projectos hierárquicos
pré-programados nem sempre são os mais adequados. Nas questões do
texto, nós preferimos a integridade imaginada de um objecto metafísico à
versão estável de que dispomos. A insônia dos textualistas é, em grande
parte, metafísica. Aquilo que, de facto, mais nos incomoda é a idéia de
metamorfose ou de metoikesis (Sloterdijk). Diria que a resistência (metafísica) que se esconde por detrás da recusa do texto elecfrónico se deve
unicamente ao mesmo receio que levou Platão a condenar a poesia: a
insídia da metamorfose. "Há muitas escalas de mudança na metamorfose
de um texto", escreve F. J. Aarseth: voluntárias, usurpadoras, plagiárias e
subversivas (como as experiências de J. Cage e de W. Burroughs).
