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Publicação

A Capela de S. João Baptista: o esplendor do mosaico vítreo - Caracterização dos elementos colorantes

dc.contributor.advisorMuralha, Vânia S. F.
dc.contributor.advisorCoentro, Susana
dc.contributor.advisorSalerno, Carlo
dc.contributor.authorCanaveira, Sara Isabel Martins
dc.date.accessioned2013-05-15T14:49:30Z
dc.date.available2013-05-15T14:49:30Z
dc.date.issued2012
dc.descriptionDissertação para obtenção do Grau de Mestre em Conservação e Restauropor
dc.description.abstractEstudou-se um conjunto de fragmentos de tesselas de vidro, do século XVIII, de produção italiana, retiradas dos painéis e pavimento da capela de S. João Baptista, na Igreja de S. Roque em Lisboa. Esta obra não encontra paralelo no território nacional e apresenta poucos exemplares em Itália, terra natal do vidreiro responsável pelo fabrico dos mosaicos, Alessio Matiolli. Este estudo surgiu devido à integração da autora na equipa italiana de restauro dos painéis de mosaicos, onde surgiu também a necessidade de uma caracterização morfológica e química destes materiais, especialmente dos elementos colorantes. A caracterização analítica pretendeu não só averiguar a técnica de produção, visto que este tipo de mosaico apenas teve um estudo preliminar em 2008, mas também investigar a corrosão que algumas cores em particular exibiam. A abordagem utilizada foi de natureza multi-analítica, incluindo a espectroscopia de fluorescência de raios X dispersiva de energias (μ-EDXRF), a microscopia de Raman, a microscopia electrónica de varrimento com microanálise de raios X (SEM-EDS), e a microscopia óptica.Os resultados analíticos indicaram que todas as amostras retiradas são constituídas por um vidro essencialmente plúmbico e que na maioria das cores analisadas existe um vidro base branco, cuja cor é conferida pelo antimoniato de cálcio (Ca2Sb2O7). Os principais colorantes identificados são o cobre na forma de cuprite (Cu2O) para os vidros vermelhos, laranjas, rosas e castanhos, o óxido de cobre na cor verde, o óxido de cobalto na cor azul e o óxido de manganês na cor roxa. A cor amarela é obtida através de um óxido ternário cuja estrutura molecular é similar ao pigmento amarelo de Nápoles (antimoniato de chumbo, Pb2Sb2O7) mas apresenta-se numa estrutura designada como óxido ternário (Pb2Sb2-xSnxO7-x/2). O terceiro elemento constituinte não foi inequivocamente identificado mas existem algumas evidências que possa ser o estanho. Este pigmento amarelo foi responsável também pela coloração nas cores laranja, castanho e rosa, juntamente com a cuprite. As cores laranja, castanho e rosa apresentavam uma camada negra lateral designada na literatura como “scorzetta”. E este trabalho visou também caracterizar a natureza desta camada. Verificou-se que a camada negra é constituída essencialmente por tenorite (CuO), formada pelo contacto do vidro com o ar durante a sua produção. A corrosão observada nas amostras de cor vermelha, rosa e laranja deve-se a processos de lixiviação do vidro e à formação de uma camada cinzenta, devido à reacção entre os iões de chumbo extraídos.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/9627
dc.language.isoporpor
dc.publisherFaculdade de Ciências e Tecnologiapor
dc.subjectMosaico de vidropor
dc.subjectTesselas de vidropor
dc.subjectAlessio Mattiolipor
dc.subjectIgreja de S. Roquepor
dc.titleA Capela de S. João Baptista: o esplendor do mosaico vítreo - Caracterização dos elementos colorantespor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor

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