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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Para ilusfrar o tema escolhido para este colôquio sobre o tema da
guerra, resolvemos estudar a «pulha», querela amorosa enfre pastores, guerra
pastoril que surge nas peças natalícias vicentinas e castelhanas dos séculos
XV e XVI, encenando pastores entregues a jogos amorosos, pastores camavalescos
pertencendo a uma convenção folclórica e literária. Estudaremos
mais precisamente a «pulha» trocada entre os pastores enamorados no Auto
Pastorü Português representado a D. João III, pelo Natal, em Évora, em
1523, auto que representa a adoração dos pastores (Luc 2, 8-20) com a
influência dos evangelhos apócrifos. O dramaturgo gosta de inventar situações,
os pastores da anunciação surgem aqui não três, mas três pares evocando
a vida quotidiana. A cabana é substituída pelo feixe de lenha e a Virgem
radiando luz por uma imagem, idéia a que recorriam certamente outros
dramaturgos. O historiador do teatro medieval francês. Charles Mazouer,
diz-nos que no Officium pastorum da catedral de Ruão, a Virgem era substituída
por uma imagem.
