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Não Mais Marias Invisíveis

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Resumo(s)

Embora o imaginário europeu pós-colonial descreva sociedades europeias multiculturais, este traço foi construído à custa de mão-de-obra barata amiúde considerada como facilmente assimilável e integrável (Jerónimo & Monteiro 2020). Porém, como defende Víctor Pereira (2015) sobre o caso português, os emigrantes nunca foram ouvidos. O artigo discute “Eu empresto-te a Mariá” e Um Fado Atlântico, protagonizados por subalternas imigradas, argumentando que estas narrativas questionam o pensamento classista e patriarcal subjacente ao poder neocolonial sobre o Outro, neste caso, a mulher imigrante. A representação narrativa humanizada da imigrante é uma forma de resistência que desconstrói o mito pós-colonial e capitalista sobre integração. Although the postcolonial European imaginary describes multicultural Europeansocieties, this trait was built at the expense of cheap workforce, often considered easilyassimilated and integrated (Jerónimo & Monteiro 2020). As Víctor Pereira (2015) argues onthe Portuguese case, emigrants were never heard. This article discusses “Eu empresto-tea Mariá” and Um Fado Atlântico whose protagonists are immigrant women servants, andargues that these narratives question the patriarchal and classist mindset underlying theneocolonial power over the Other, the immigrant woman in this case. The humanizingnarrative representation of the immigrant woman is an act of resistance that deconstructsthe postcolonial and capitalist myth of integration.

Descrição

UIDB/04666/2020 UIDP/04666/2020

Palavras-chave

Subalternas Periferias Invisibilidade Neocolonialismo Resistência Subaltern women Peripheries Invisibility Neocolonialis Resistance

Contexto Educativo

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