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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nos relatos de naufrágios, o Mar e a Terra, com a respectiva
fauna e flora, são espaços privilegiados da aventura exótica, proporcionando
a abertura de novos horizontes geo-culturais que exigem
uma reflexão sobre o essencial da condição humana, no binômio polarizador
da imanência e da transcendência, do profano e do sagrado, do
tempo e da eternidade.
De 1552 a 1602, os doze relatos que constituem o corpus textual
da História Trágico-Marítitna desenham, no período cronológico de
meio século, o espaço planetário de meio mundo, da Europa à Ásia,
passando por África, América e Oceania, num percurso incessante,
rico de informações e vivências.
Integrando-se na tradição portuguesa da pesquisa oceânica e continental
que entronca na iniciativa expansionista do primeiro monarca
da Dinastia de Avis, a tomada de Ceuta, em 1415, as Relações de
viagens continuam, em pleno quinhentismo, a sulcar mares incógnitos
e a desvendar novos mundos ao Mundo.
