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Perspectivas de penetração da energia solar fotovoltaica no mercado português

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Resumo(s)

O crescimento da energia solar faz parte da trajetória do setor eletroprodutor no âmbito da produção renovável em Portugal visando, até 2050, a descarbonização da economia, a diminuição da dependência externa e dos custos da energia, e a criação de novos postos de trabalho. A tecnologia fotovoltaica (PV) é o principal meio para impulsionar a geração elétrica a partir do recurso solar, mas existem barreiras que dificultam uma adoção mais rápida desta tecnologia. Neste contexto, esta dissertação apresenta uma análise da difusão da energia solar PV no mercado português, com destaque para o potencial de produção distribuída, e uma avaliação técnico-económica da implementação de sistemas PV descentralizados. Foram objetos de estudo instrumentos que estimulam a tecnologia PV e entraves técnicos, regulatórios e de mercado à novas instalações solares que influenciam a capacidade técnica de geração na conjuntura nacional. Posto isto, utilizou-se duas abordagens para investigar o avanço desta tecnologia renovável no território nacional. A primeira consistiu em usar metodologias científicas e dados estatísticos para mensurar o potencial teórico do PV distribuído e comparar com referências de mercado. A segunda assentou-se no dimensionamento de sistemas PV com potência ótima, sem e com armazenamento, em diferentes localidades portuguesas para três tipologias de consumidor: residencial, comercial e industrial. Efetuou-se iterações de potência e capacidade de acumulação energética até alcançar a condição de máxima Taxa Interna de Retorno, aferindo-se também o Valor Atual Líquido, o Período de Retorno do Investimento e o Levelized Cost of Energy. Verificou-se pelos resultados obtidos que Portugal tem um elevado potencial PV ainda pouco aproveitado. Relativamente à viabilidade económica, as unidades de produção sem armazenamento apresentam resultados mais favoráveis aos investidores em cada tipologia e localidade explorada. Os projetos instalados em regiões com maior consumo energético e irradiação alcançam taxas internas de retorno de até 15% no âmbito doméstico, 25% no comercial e até 40% no industrial. Em termos do período de retorno do investimento, observa-se valores próximos de 8 anos para prosumers residenciais, cerca de 4,5 anos para prosumers comerciais e perto de 3 anos para prosumers industriais. Por fim, num contexto de transição energética em Portugal, a tecnologia PV configura-se como um eixo importante na estratégia da matriz eletroprodutora descentralizada do país e empodera os consumidores a produzirem sua própria energia limpa e terem uma participação ativa no desenvolvimento sustentável da sociedade e combate às alterações climáticas.

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energias renováveis fotovoltaico descentralizado autoconsumo armazenamento energético potencial técnico viabilidade económica

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