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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O lóbi surge como meio de exercer influência nos processos de decisão política. Tratase
de uma atividade de pressão com poder suficiente para afetar, ou mesmo reger, a
nossa vida diária. Encarado como uma atividade profissional típica de regimes
democráticos, o lóbi é uma prática usual em grandes centros de decisão, como
Washington ou Bruxelas. Todavia, para a generalidade dos portugueses (governantes
inclusive) falar em lóbi continua a ser assunto tabu. Além de a sua prática não estar
reconhecida, muito menos regulamentada, é frequentemente associada a práticas de
favorecimento pouco claras, ao que vulgarmente se apelida, em Portugal, de “cunha”,
ou mesmo a atos de maior escala, como a corrupção. É neste contexto que surge o
presente trabalho, que procura clarificar o conceito recorrendo, para isso, à história do
que há muito se faz nos EUA e nos centros de decisão da UE. Ao mesmo tempo, e
estando Portugal há cerca de quatro décadas em regime democrático, não é claro o
motivo para o não reconhecimento da atividade no país. Sendo convicção da autora que
o seu exercício, enquanto mecanismo de comunicação estratégica, contribuiria para o
fomento da participação democrática, para garantir uma maior transparência e para
ajudar no combate às práticas corruptivas. Recorre-se à auscultação, por meio de
entrevistas, de líderes parlamentares e de profissionais da comunicação e da área do
Direito, de modo a conhecer os principais motivos para este não reconhecimento.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à
obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação – Área de
Especialização em Comunicação Estratégica
Palavras-chave
Lóbi Lobbying Grupos de interesse Grupos de pressão Influência Pressão Democracia Transparência Comunicação estratégica
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
