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Contribuição para o estudo do tratamento de efluentes de lagares de azeite

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Orientador(es)

Resumo(s)

Os principais países produtores de azeite encontram-se na bacia do Mediterrâneo, caracterizada pelo clima propício ao cultivo da oliveira. Espanha, ItÔlia, Grécia e Portugal são responsÔveis por mais de 95% da produção mundial de azeite. A nível nacional, a região do Alentejo é a maior produtora de azeite, com 50,2% em 2010. O sector lagareiro localiza-se de forma dispersa com dominância dos lagares de pequena produção, o que resulta num maior número de fontes poluidoras. Os subprodutos desta indústria são essencialmente o bagaço de azeitona e as Ôguas ruças. A necessidade de uma gestão apropriada é fundamental uma vez que se dispostos directamente na natureza causam impactes extremamente negativos. O objectivo desta dissertação foi a anÔlise dos diferentes processos de tratamento das Ôguas ruças por forma a procurar estabelecer qual ou quais os melhores compromissos técnicos, económicos, ambientais e sociais. Devido aos teores elevados de óleos e gorduras, da CQO, de sólidos totais e de polifenóis, as Ôguas ruças, por forma a poderem ser enviadas quer para emissÔrios quer, quer directamente para o meio receptor, carecem de tratamentos extremamente eficientes com custos de investimento e operação bastante significativos que podem inviabilizar os próprios lagares. Deste modo, foi efectuada uma comparação entre as vÔrias operações/ processos através de uma anÔlise multicritério, o que permitiu eleger os processos de digestão anaeróbia, filtração por membranas e disposição das Ôguas ruças em lagoas de evaporação ou em reservatórios de armazenamento como sendo as melhores alternativas de tratamento para este tipo de efluentes. Para o estudo mais detalhado daqueles processos de tratamento foram considerados dois cenÔrios - dois lagares, um de pequena produção (lagar A) e outro de grande produção (lagar B). O primeiro laborou em 2011 cerca de 2.287.913 kg de azeitona, e o segundo laborou, no mesmo ano, cerca de 25.000.000 kg de azeitona. Relativamente à digestão anaeróbia, foi efectuada uma anÔlise fundamentada no retorno financeiro associado à venda de energia eléctrica a partir da produção de biogÔs, tendo-se concluído que não se pode considerar uma opção de tratamento viÔvel, especialmente quando aplicada a lagares de pequena produção. Em relação à operação de filtração por membranas, esta é uma solução que requer custos de investimento, operação e manutenção que grande parte dos produtores de azeite não tem possibilidades de comportar. A possível venda de fracções valorizÔveis do concentrado obtido foi considerada e ponderada. No entanto, o risco de se optar por esta tecnologia e os prejuízos serem muito significativos, foi considerado bastante elevado, pelo que não se pode considerar igualmente como uma alternativa viÔvel. O recurso a lagoas de evaporação ou a reservatórios de armazenamento para posterior rega dos solos agrícolas entre campanhas, soluções geralmente adoptadas pelos produtores de azeite, parecem constituir de facto, a solução mais indicada para o sector. A sua implementação é relativamente simples, a gestão e os custos de operação e manutenção são praticamente inexistentes, sendo necessÔria apenas uma neutralização do efluente no caso de ter como fim a rega dos terrenos agrícolas. HÔ igualmente de possibilidade da venda do resíduo sólido seco como fertilizante e no caso de Ôgua ruça ser utilizada na rega, hÔ uma poupança assegurada de Ôgua abastecida, bem como de fertilizantes.

Descrição

Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente - Perfil de Engenharia SanitÔria

Palavras-chave

Ɓguas ruƧas Biodegradabilidade Tratamento

Contexto Educativo

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Faculdade de CiĆŖncias e Tecnologia

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