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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Se o(a) leitor(a) andou nos escuteiros, ou fez algum campismo “selvagem”, tente lembrar-se do ambiente mágico de um fogo de campo. Sentados em círculo, a fogueira era como um rasgão no escuro da noite, a dança das chamas e as fagulhas subindo no ar quente transmitindo uma sensação de conforto e segurança.
Se ainda é daquelas pessoas que periodicamente anunciam aos amigos que “vão à terra”, ou seja, se as suas raízes ainda estão no Portugal rural, então é provável que ainda se sente de vez em quando em frente da lareira, observando as ligações que se fazem e desfazem entre as chamas e os troncos. Esta agradável sensação de conforto que sentimos face ao fogo é provável que faça parte da memória genética da nossa espécie.
Para os nossos remotos antepassados, o fogo aquecia-os nas noites frias, permitia-lhes cozinhar os alimentos e mantinha os predadores à distância. Foi o fogo que permitiu o aparecimento da cerâmica e da metalurgia. Sem o fogo, a humanidade nunca teria passado da idade da pedra.
Não é assim de admirar que dadas as características do fogo, este fenómeno tenha desempenhado um papel importante nas mitologias e concepções do mundo desde a mais remota antiguidade.
Descrição
Fazem parte deste trabalho mais 6 vídeos, podem ser consultados na Biblioteca Mário Sottomayor Cardia
Palavras-chave
Comunicação de ciência
