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Novas Fronteiras do Jornalismo de Investigação

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Resumo(s)

Este artigo recorre à revisão bibliográfica para percorrer 100 anos de história do jornalismo de investigação, fixando-se no conceito, em toda a sua amplitude, ao eleger a investigação jornalística como a expressão mais direta do jornalismo de qualidade. Retomando a discussão sobre as diferenças entre jornalismo de investigação e jornalismo quotidiano, que, ainda hoje, cria clivagens no seio da classe jornalística, mas também na academia, este artigo rejeita a visão abrangente de que todo o jornalismo é de investigação. Avaliando o impacto dos fatores externos, como o mercado e a tecnologia, na matriz do conceito de jornalismo de investigação, esta análise tenta identificar soluções que contribuam para que a função de cão de guarda, atribuída ao jornalismo de investigação, permaneça ativa. Nesse sentido, este artigo aprofunda as novas fronteiras do jornalismo de investigação, salientando o potencial da tecnologia digital para, simultaneamente, manter sob escrutínio os poderes num mundo cada vez mais complexo; criar redes de colaboração entre jornalistas que alarguem a escala das matérias publicadas e reforcem o impacto; promover parcerias entre órgãos de comunicação social, entidades não lucrativas e universidades; encontrar soluções, que tardam, para que o jornalismo de investigação chegue aos territórios periféricos, onde ainda tem uma expressão absolutamente residual.

Descrição

UIDB/05021/2020 UIDP/05021/2020

Palavras-chave

Jornalismo de investigação Jornalismo de qualidade Jornalismo quotidiano Tecnologia Mercado

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo