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Projeto de investigação

BALDIOS: The role of common lands in the national strategy for forest management

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Planaltos do frio e do silêncio
Publication . Carvalho, Ana Cristina; Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
Este artigo estabelece uma ponte analítica entre a arte literária e o conhecimento geográfico e ambiental. Explora a figuração literária dos aspetos climáticos e paisagísticos do Planalto Barrosão e do Planalto Mirandês, bem como dos modos de subsistência dos seus habitantes, em dois premiados romances portugueses do século xx – Terra Fria (1934), de Ferreira de Castro, e Um Infinito Silêncio (1970), de Rebordão Navarro – cujas intrigas decorrem nessas duas geografias do norte de Portugal. Parte-se de questões basilares da Ecocrítica e da Climocrítica literárias e segue-se um método de validação das informações climáticas e paisagísticas constantes dos romances, por comparação com dados da literatura técnica para as mesmas regiões e mesmos períodos temporais. O objetivo é mostrar que ambas as ficções podem contribuir para as memórias geográfica, climática e eco-humana da região de Trás-os-Montes e Alto Douro. This article draws an analytical link between literary art and geographical and environmental knowledge. It explores the figurative literary language used to describe the climate and landscape of the Portuguese uplands «Planalto Barrosão» and «Planalto Mirandês», as well as the livelihoods of its inhabitants, in two prize-winning twentieth-century Portuguese novels set against these backgrounds in northern Portugal: Terra Fria (1934), by Ferreira de Castro, and Um Infinito Silêncio (1970), by Rebordão Navarro. The article builds on some of the basic questions raised by literary Ecocriticism and Climatecriticism, after which it compares the details of climate and landscape featured in each of the novels with technical data from the same regions and periods of time. Our purpose is to show how both fiction works make valuable contributions to the climatic, geographical and eco-human history of the Portuguese region of Trás-os-Montes and Alto Douro.
Minho, Douro e Trás-os-Montes
Publication . Carvalho, Ana Cristina; Alves, Isabel Maria Fernandes; Luz, Ana Luísa; Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH); Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (IELT - NOVA FCSH)
A ocidente, o oceano, que dá ao Minho o horizonte “fechado pelas montanhas mais chuvosas da Europa” e bastos rios animando “veigas altamente produtivas”. De leste, a influência continental que endurece o clima, aliado à rocha e à avareza dos solos na criação da fácies transmontana. Território Norte, geográfico e poético, unido a sul pelo fio do Douro, entre as escarpas da fronteira e a calmaria da foz. Dos Cancioneiros Populares aos títulos do século XXI, poucas formas primitivas da natureza e da construção antrópica da paisagem ficaram à margem da sensibilidade dos escritores e das páginas da Literatura Portuguesa. Que valor tem a nossa literatura de ficção enquanto celeiro imaterial da memória de Minho, Douro e Trás-os-Montes? Que imagens desse património nos legaram os escritores nos seus romances, contos e novelas? Podem as suas páginas acender a consciência ecológica, geográfica e climática nos leitores de hoje? As investigadoras Ana Cristina Carvalho (Universidade Nova de Lisboa), Isabel Fernandes Alves (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) e Ana Luísa Luz (Universidade Nova de Lisboa) reuniram em torno destas questões 15 investigadores, numa cooperação consagrada à região norte de Portugal, firmada na análise de 35 obras de ficção de 17 escritores da Literatura Portuguesa .
Vulnerabilidade e resistência nos ecossistemas de montanha em contos de Miguel Torga
Publication . Luz, Ana Luísa; Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA - NOVA FCSH)
O conceito de sistema socio-ecológico integra a estreita relação entre a humanidade e a natureza, colocando-os como parte integrante de um sistema maior. Desta relação ressalta a complexidade dos fenómenos humanos, cuja dimensão e contornos resultam de uma diversidade de factores que torna incontornável a abordagem pluridisciplinar para a sua compreensão. Este é o posicionamento e o foco da Ecologia Humana. A obra Contos da Montanha relata episódios da vida genérica de comunidades rurais transmontanas, nos quais a influência do meio sobre o carácter das comunidades, e destas sobre o meio, ressalta. A análise aqui proposta, realizada através do olhar da Ecologia Humana, tem como base o posicionamento do autor em temáticas como a relação humano-natureza e a religião. Poderá dizer-se que há muito de ecologia humana na obra de Miguel Torga, sobressaindo o seu olhar holístico sobre o funcionamento daquelas comunidades. Enquanto a identidade de cada personagem é respeitada, o escritor recorre ao plural/colectivo para lembrar a influência do meio sobre o carácter dos povos, realçando os seus traços, objectivos e forças comuns. The concept of socio-ecological system integrates the intimate relationship between humans and nature, viewing both as integral parts of a larger system. This relationship supports the idea of complexity in relation to human phenomena, as they are the result of a variety of factors, the understanding of which requires multidisciplinary approaches. Miguel Torga’s Contos da Montanha recounts episodes from the generic life of rural communities located in the Trás-os- -Montes region, where the influence of the environment on these communities and vice-versa is amplified. The analysis we propose here, performed through the lens of human ecology, is based on the author’s position on issues such as religion or the relationship between humans and nature. In a way, we could say that there is a lot of human ecology in the author’s work, where a holistic perspective over the functioning of communities stands out. While respecting the identity of each individual character, Torga draws on the collective to remind us of the influence of the environment on the nature of communities, thus highlighting their common traits, goals and strengths.

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Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

CEEC IND4ed

Número da atribuição

2021.03433.CEECIND/CP1657/CT0023

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