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Projeto de investigação
PRINTED PHOTOGRAPHY. IMAGE AND PROPAGANDA IN PORTUGAL (1934-1974)<br>
Financiador
Autores
Publicações
Fotografia e Propaganda no Estado Novo Português. Introdução
Publication . Serra, Filomena; Serra, Filomena; Instituto de História da Arte (IHA)
Retrato(s) do artista quando jovem
Publication . Serra, Filomena; Instituto de História da Arte (IHA)
Visões do Império : a 1ª EXposição Colonial de 1934 e alguns dos seus álbuns
Publication . Serra, Filomena
A Primeira Exposição Colonial Portuguesa realizada no Porto em 1934 foi a consequência visível do impulso que Salazar quis dar à «política colonial» portuguesa e a uma orientação imperial em que colonizar e civilizar as populações indígenas eram as palavras de ordem. Como corolário da exposição foram produzidos, entre outros, dois importantes álbuns, hoje documentos de inegável interesse histórico, não só enquanto discurso de propaganda do regime do Estado Novo, mas também enquanto narrativas visuais ou “visões do Império”. São eles, o Álbum Fotográfico da autoria do fotógrafo Domingos Alvão e o Álbum Comemorativo, com reproduções de pinturas e desenhos do pintor Eduardo Malta. Neste trabalho pretendemos reflectir sobre essas “visões do Império”, pois elas expressam uma visualidade e um imaginário que se traduz em práticas sociais, em valores e em relações de dominação que definem uma política do olhar, onde o corpo se torna um espaço de inscrição, bem como de categorização racial e cultural. Em suma, é através dessas imagens que vemos as relações de poder e as formas de dominação sobre o outro, que impregnaram a exposição.
A Nazaré como Heterotopia Cinemática
Publication . Serra, Filomena; Serra, Filomena; Instituto de História da Arte (IHA)
Tal como há uma narrativa da nação, podemos afirmar que há uma narrativa sobre a comunidade piscatória da Nazaré ou mesmo várias, de realidades re-elaboradas, histórias contadas e recontadas na literatura, nas imagens dos media e na cultura popular, nos filmes e nos documentários. Foi a singularidade da paisagem física e humana que lhe fez merecer o arquétipo entretanto construído. Conhecem se as impressionantes escarpas e rochedos; sabia se como era a faina do mar gigantesco; os barcos de proas altas e as redes de arrastar pela praia; os homens sentados na areia, remendando as redes ou iscando os anzóis, vestidos com os seus trajes, as camisas e calças aos quadrados; ou as saias rodadas e as capas negras das mulheres que carregavam à cabeça os cabazes de sardinha; tal como o importante culto mariano com as festas da Senhora da Nazaré em Setembro e a procissão dos Círios e o Sítio com a sua panorâmica fantástica sobre o mar, onde capela da Memória e o Penedo do Milagre lembram o mito de D. Fuas Roupinho que atravessou séculos da História de Portugal. A modernização sócio‑económica fez com que, entretanto, a pesca perdesse o estatuto de principal recurso bem como de maior fonte de emprego. E o arquétipo construído da mundivivência estabelecida do homem com o mar não é mais do que uma referência. Este texto insere-se no âmbito da pesquisa realizada para o Projecto "Fotografia Impressa. Imagem e Propaganda em Portugal (1934 1974)", PTDC/CPC HAT/4533/2014.
Visões do Império
Publication . Serra, Filomena; Serra, Filomena; Instituto de História da Arte (IHA); Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia
A Primeira Exposição Colonial Portuguesa realizada no Porto em 1934 foi a consequência visível do impulso que Salazar quis dar à “política colonial” portuguesa e a uma orientação imperial em que colonizar e civilizar as populações indígenas eram as palavras de ordem. Como corolário da exposição foram produzidos, entre outros, dois importantes álbuns, hoje documentos de inegável interesse histórico, não só enquanto discurso de propaganda do regime do Estado Novo, mas também enquanto narrativas visuais ou “visões do Império”. São eles, o Álbum Fotográfico da autoria do fotógrafo Domingos Alvão e o Álbum Comemorativo, com reproduções de pinturas e desenhos do pintor Eduardo Malta. Neste trabalho pretendemos refletir sobre essas “visões do Império”, pois elas expressam uma visualidade e um imaginário que se traduz em práticas sociais, em valores e em relações de dominação que definem uma política do olhar, onde o corpo se torna um espaço de inscrição, bem como de categorização racial e cultural. Em suma, é através dessas imagens que vemos as relações de poder e as formas de dominação sobre o outro, que impregnaram a exposição.
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
3599-PPCDT
Número da atribuição
PTDC/CPC-HAT/4533/2014
